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Em 10/01/2019 08h11 , atualizado em 10/01/2019 09h08

Diferença entre universidade federal e estadual

Especial

Verba para funcionamento e formas de ingresso são algumas das diferenças entre esses dois tipos de universidades públicas. Por Lorraine Vilela Campos
Apesar de ambas serem gratuitas, universidades federais e estaduais têm diferenças
Apesar de ambas serem gratuitas, universidades federais e estaduais têm diferenças
Crédito da Imagem: shutterstock
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Estudar de graça em um curso superior é o objetivo de milhões de estudantes em todo o país, o que torna as vagas das universidades públicas muito concorridas pelos vestibulandos. Uma dúvida que surge no momento da escolha da instituição para a qual se candidatar é a diferença entre universidade federal e estadual. 

As universidades federais e estaduais têm em comum a oferta gratuita de cursos de graduação; divisão por campus; aulas ministradas por professores com mestrado ou doutorado; programas de extensão e pesquisa e aplicação dos conhecimentos dos estudantes no cotidiano de suas comunidades, seja em hospitais-escola ou por cursinhos pré-vestibulares para alunos de baixa renda. 

Em relação à qualidade, há pontos fortes e pontos fracos nos dois níveis de universidades: estadual ou federal. O que diferencia os dois tipos de instituições são a origem da verba para manutenção das atividades, forma de ingresso e a maneira como é definida a oferta de vagas para cotas. Veja abaixo as características das universidades federais e estaduais!

Universidades Federais

As universidades federais são instituições públicas de ensino superior mantidas com recursos do Governo Federal. Nas federais, a graduação é gratuita para o estudante, enquanto a pós-graduação costuma ter cobrança de mensalidade (valor abaixo das particulares). Há oferta de mestrado e doutorado, os quais cobram taxa de inscrição nos processos seletivos e têm a possibilidade de bolsa para permanência do aluno. 

Uma particularidade da universidade federal é a possibilidade de ter unidades em mais de um estado, o que não é possível nas instituições estaduais. A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) é um exemplo de instituição que está presente em três estados: sede em Chapecó (Santa Catarina) e campi em Realeza e Laranjeiras do Sul (Paraná) e Cerro Largo e Erechim (Rio Grande do Sul).

Ingresso

A maior parte das universidades federais utiliza o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) como forma de ingresso, pelo aproveitamento das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, cursos que exigem verificação de habilidades específicas, como Música e Arquitetura e Urbanismo, não estão inclusos no SiSU. As instituições aplicam provas específicas para tais graduações e complementam a seleção com o aproveitamento das notas do Enem em substituição ao Vestibular tradicional.

Algumas universidades utilizam o Enem como seleção, mas fora do SiSU, como é o caso da Universidade Federal do Pará (UFPA). Já a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aplica o Vestibular Misto, seleção com a junção de provas próprias mais a nota do Enem.

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Cotas

As universidades federais foram pioneiras na adoção de cotas para os vestibulares. Anteriormente, algumas instituições reservavam uma pequena parcela de suas vagas por meio de ações afirmativas, mas a implementação da Lei de Cotas 12.711, em 2012, alterou as regras e aumentou a reserva para cotistas de escolas públicas. 

Melhores universidades federais*

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Universidades Estaduais

As universidades estaduais são mantidas pelos seus respectivos estados, contando com cursos de graduação gratuitos e oferta de pós-graduação com taxas abaixo do mercado. As instituições estaduais contam com campi apenas em seu estado de origem, diferente de algumas federais que podem ocupar mais de um.

Ingresso

Para entrar em universidade estadual é preciso participar de seus Vestibulares tradicionais ou processos seletivos seriados (com provas nos três anos do ensino médio). São justamente as universidades estaduais que contam com os vestibulares mais concorridos do Brasil: Fuvest/USP e Unicamp.

Apesar da utilização do vestibular tradicional ser majoritária, algumas instituições optam pelo aproveitamento do Enem, como é o caso da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Já a adoção do SiSU para universidades estaduais é algo recente e raramente é a forma de ingresso para todas as vagas, com exceção de instituições como a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na Bahia. 

Cotas

Em relação às cotas, as universidades estaduais costumam adotar regras próprias (assim como a definição do percentual de vagas), o que muda conforme o estado. Nos últimos anos, algumas instituições passaram a utilizar a Lei de Cotas 12.711 como base para sua reserva de oportunidades para cotistas, ampliando a porcentagem destinada às cotas e estabelecendo o ensino médio em escola pública como requisito. 

Melhores universidades estaduais*

Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Universidade Estadual de Londrina (UEL)

 

As informações completas sobre essas e outras universidades estaduais e federais podem ser conferidas no canal “Universidades”, no Brasil Escola. 


Nota: *ranking feito pelo jornal Folha de São Paulo.

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