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Em 29/08/2016 16h12 , atualizado em 04/08/2021 10h22

Como ser fiscal e trabalhar no Enem

Enem

Requisitos, cadastro, funções e remuneração de certificadores e fiscais de sala são diferentes. Por Lorraine Vilela Campos
Fiscais podem trabalhar na entrada e saída dos participantes. / Crédito: Tania Rêgo/Agência Brasil
Fiscais podem trabalhar na entrada e saída dos participantes. / Crédito: Tania Rêgo/Agência Brasil
Crédito da Imagem: Tania Rêgo/Agência Brasil
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das maiores provas do mundo e, por anos, ficou apenas atrás apenas do chinês GaoKao. Sua importância é grande por se tratar da principal forma de entrada no ensino superior gratuito brasileiro. 

Com a dimensão de uma prova como o Enem, é preciso uma grande mobilização de pessoas para que o exame seja realizado. A edição de 2019, por exemplo, contou com 370 mil colaboradores, entre os quais estão coordenadores estaduais, municipais e de locais de aplicação, assistentes de aplicação, chefes de sala, aplicadores, aplicadores volantes (fiscais de corredores) e fiscais de banheiro.

Quem pode trabalhar no Enem?

Com tamanha necessidade por colaboradores, surge a dúvida: quem pode trabalhar no Enem? Os certificadores/colaboradores são postos preenchidos por servidores públicos federais, estudantes de graduação e pós-graduação de universidades públicas e colaboradores do consórcio que aplica as provas do Enem.

Os requisitos são:

- Ter formação mínima em ensino médio;
- Não estar inscrito como participante do Enem;
- Não ter cônjuges/companheiros ou parentes – em linha reta, colateral ou por afinidade de até terceiro grau – inscritos no Enem;
- Não ter vínculo com as atividades do processo logístico de elaboração, impressão, distribuição e aplicação ou de observação da aplicação do Enem e nem com o processo de correção da redação.

Como trabalhar no Enem?

Os servidores federais e professores da rede estadual ou municipal  podem se inscrever pelo site certificadores.inep.gov.br, geralmente em julho. O processo é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). 

O documento do Inep traz o detalhamento do processo de inscrição, os meios eletrônicos necessários para a confirmação da participação, acompanhamento e curso de preparação on-line, funções desenvolvidas, valor pago e procedimentos que devem ser adotados por quem for convocado.

A validade do processo é de um ano. No caso dos servidores federais que desejam se inscrever com base no edital do Inep, quem já participou das atividades em anos anteriores deverá fazer a inscrição novamente e seguir todos os passos descritos no documento. 

Treinamento

O inscrito passa por um treinamento online, o qual possui os procedimentos de segurança do exame e as medidas a serem tomadas na aplicação das provas. É preciso ter celular ou tablet com acesso à internet para a realização do curso e acompanhamento do processo de participação, já que a comunicação com os colaboradores é feita por sistema digital.

Os candidatos com um desempenho superior a 70% no treinamento são considerados aptos a trabalhar no Enem, o que não significa que serão convocados. No Enem 2019, por exemplo, cerca de 39 mil candidatos passaram no treinamento e, dentre eles, 11,2 mil foram chamados. Quem é convocado tem um prazo de 48h para responder e, caso não responda ou rejeite a convocação, outra pessoa apta é chamada.

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Perto do Enem, os colaboradores convocados recebem instruções sobre suas funções nos dias das provas, como fiscalizar a chegada e a abertura dos malotes, a distribuição das provas, o trabalho dos chefes de sala, dos aplicadores e fiscais, entre outros. Os certificadores atuam como representantes do Inep nos locais de prova, mas não são fiscais de sala, função essa de responsabilidade dos colaboradores do consórcio.

Fiscal de prova

Os fiscais de sala são colaboradores do consórcio formado entre a Vunesp, Cesgranrio e FGV. Nenhuma dessas bancas recebe inscrições específicas para trabalhar no Enem. Elas convocam colaboradores que já fazem parte de suas redes e que possuem experiência na aplicação de provas de concursos e vestibulares.

A Vunesp possui uma página para cadastro de colaboradores, o Portal do Colaborador, mas somente pessoas indicadas por atuais colaboradores podem se cadastrar para trabalhar como fiscal de prova. Além disso, a Vunesp exige os seguintes requisitos:

- Ter mais de 18 anos.
- Possuir CPF próprio.
- Possuir PIS ou PASEP ou NIT próprio.
- Ter uma conta corrente bancária em seu nome ou conjunta mas que conste o seu CPF e que seja válida para crédito, ou seja, não pode ser conta salário nem conta para recebimento de recursos oriundos da previdência social. 

Para trabalhar na Cesgranrio e na FGV também é preciso ser indicado por algum colaborador que faz parte de suas redes. Além do Inep, Vunesp, da Cesgranrio e da FGV, algumas universidades públicas divulgam editais próprios para seleção de colaboradores que desejem trabalhar na aplicação do Enem nas próprias instituições. 

E quando faltam fiscais?

Em determinadas cidades/estados podem faltar fiscais de sala. Quando isso acontece, as universidades públicas que são locais de provas abrem seleção cerca de um mês antes das provas. Nesse caso, apenas estudantes, servidores e terceirizados da instituição podem ser fiscais.

Quanto ganha um fiscal do Enem?

O inscrito na Rede Nacional de Certificadores (RNC) recebe por hora, cujo valor é de R$ 30 no Enem 2021. Quem trabalhar em apenas um domingo recebe R$ 360 e, quem trabalhar dois domingos, R$ 720.

O selecionado deve indicar, antes do Enem, para qual carga horária possui disponibilidade. No exame, as modalidades são chamadas de demandas e dividem-se em maior, de 12 horas, e menor, a qual corresponde à 8 horas. 

O pagamento é feito por Ordem Bancária, depositado na conta-corrente cadastrada pelo colaborador após a aplicação do Enem e a confirmação das atividades prestadas, procedimento feito pelo Inep. 

Quem for atuar na cidade em que mora não terá auxílio com locomoção por parte do órgão. O Inep não possui obrigatoriedade no fornecimento de alimentação para os colaboradores, devendo os participantes providenciarem os alimentos previamente, conforme instruções que serão repassadas na capacitação dos certificadores. 

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