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Em 02/01/2020 09h14 , atualizado em 02/01/2020 09h14

Aprovado nos Vestibulares 2020 do ITA e do IME conta como foi a preparação

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Participação em olimpíadas científicas ajudou a encarar os vestibulares mais difíceis do Brasil. Por Giullya Franco
Gabriel foi o primeiro colocado no Vestibular 2020 do IME e da AFA (Crédito: Divulgação/Poliedro)
Gabriel foi o primeiro colocado no Vestibular 2020 do IME e da AFA (Crédito: Divulgação/Poliedro)
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Considerados por professores e estudantes como os mais difíceis do país, os processos seletivos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Instituto Militar de Engenharia (IME) sempre contam com uma concorrência alta e muito qualificada. Nesses vestibulares, não é comum a aprovação na primeira tentativa, mesmo mantendo uma rotina intensa de estudos.

Conheça o ITA

Conheça o IME

O estudante Gabriel Gandour, de 18 anos, tentou passar nesses vestibulares no ano passado, mas não conseguiu. Em 2019 a história foi diferente. A boa notícia chegou na véspera do último Natal. No dia 24 de dezembro, o garoto recebeu a ligação do ITA para informá-lo da sua aprovação no vestibular. Mas a sonhada aprovação no ITA não veio sozinha. Gabriel também foi aprovado em primeiro lugar no IME e na Academia da Força Aérea (AFA).

Veja também: Professores consideram vestibulares das Forças Armadas os mais difíceis do Brasil

Trajetória

Gabriel é goiano, da cidade de Anápolis, e conta que começou a se interessar por vestibulares de instituições militares por meio de uma professora, durante os anos em que estudou no Colégio Militar de Brasília/DF. 

Gabriel Gandour
Gabriel estudou na Turma ITA do Poliedro
(Crédito: Divulgação/Poliedro)

“Quando era aluno do Colégio Militar de Brasília, tinha uma professora de física [Tia Eliete] que sempre comentava sobre o ITA e colocava questões do vestibular da instituição nas tarefas de casa. Fui motivado pelo desafio, comecei a pesquisar sobre o ITA e, com isso, descobri também o IME, e passei a ter o ITA como objetivo”, relembrou o garoto.

Desde que decidiu pelo ITA, Gabriel começou a se preparar para o desafio. Concluiu o Ensino Médio em 2018 e, em 2019, se mudou para o alojamento da turma específica do ITA do Curso Poliedro, em São José dos Campos /SP, onde faria sua preparação para o vestibular.

Veja também: 10 dicas para passar no Vestibular do ITA

Gabriel conta que estudava cerca de quatro horas pela manhã. À tarde, ia para a aula e ficava das 13h30 às 19h20, às vezes até 21h20. À noite, geralmente, revisava o conteúdo aprendido no dia.

"Escutei muitas histórias de alunos que estudavam loucamente para os vestibulares do ITA e do IME, mas eu não gostava da ideia de ‘estudar noite adentro’, por isso optei por uma rotina mais simples” (Gabriel Gandour)

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Gabriel havia feito o vestibular do ITA quando estava no último ano do Ensino Médio, manteve sua rotina de estudos durante 2019, e conseguiu alcançar o resultado que almejava. Mas o jovem reconhece que conseguir a aprovação nos primeiros vestibulares não é fácil e deixa a dica para quem também deseja ingressar em uma dessas instituições.

“Acho que a melhor dica que eu posso dar é ter persistência. Dificilmente as pessoas passam nos vestibulares como ITA, IME ou AFA de primeira, e alguns demoram 3 anos ou mais para passar, e isso é totalmente normal. Por isso, acho que o principal requisito para aqueles que passam nesses vestibulares é a persistência”, afirmou Gabriel.

Com as três aprovações, Gabriel decidiu que em 2020 vai para o ITA, onde cursará Engenharia da Computação como Reserva (não optante pelo serviço militar). O ITA também oferece vagas para categoria Ativa, voltada para quem deseja seguir a carreira militar.

Mais: Primeiro lugar no Vestibular 2019 do ITA conta como foi sua preparação

Olimpíadas

O estudante chegou para os vestibulares muito bem preparado. Durante o período escolar, ele aproveitou para participar de outras seletivas que também o ajudaram a conseguir um bom desempenho nos seus vestibulares.

Mais: Saiba como participar de Olimpíadas Científicas

As olimpíadas científicas têm uma importância muito além das premiações. Elas estimulam os estudantes no estudo das disciplinas, ajudam a identificar talentos e os desafiam durante a competição.

“Desde o sexto ano eu participo de olimpíadas, meus pais me incentivavam. Participei da OBM [Olimpíada Brasileira de Matemática] primeiro e, mais tarde, conheci as olimpíadas de física e química, além de outras de matemática como a OBMEP [Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas] e a Canguru Brasil”, contou Gabriel.

Veja também: Olimpíadas escolares podem ajudar nos estudos para Enem e Vestibulares

Além da contribuição na preparação para um vestibular, um bom resultado em uma olimpíada científica pode até proporcionar uma vaga nos cursos de graduação de outras grandes universidades do país, como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Federal de Itajubá (Unifei), que já oferecem vagas em seus vestibulares para as competições de conhecimento.

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