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Em 04/01/2019 10h24, atualizado em 04/01/2019 10h24

Reino Unido cria software para detectar plágio nas universidades

Estudar no Exterior

Técnica foi elaborada pelo FBI e analisa a composição de documentos produzidos por universitários Por Hotcourses Brasil
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Utilizando técnicas criadas pelo FBI, um novo software de “linguística forense” está sendo desenvolvido no Reino Unido para identificar plágios em trabalhos universitários ao analisar a composição dos documentos, como vocabulário, pontuação e formato. 

Intensificado pelo acesso constante à internet, onde qualquer pessoa pode facilmente copiar e colar textos de autoria alheia para uso próprio sem autorização e/ou crédito, o plágio é um problema antigo no meio acadêmico em qualquer lugar do mundo. No entanto, o Reino Unido também notou um aumento no número de estudantes pagando para que terceiros produzam seus trabalhos. A prática tem sido tão comum que você pode anunciar ou encontrar esse tipo de serviço em plataformas sociais, tão abertamente para quem quiser ver (ou contratar os serviços).

Portanto, além de detectar plágio, o novo software deve ser capaz de encontrar também os casos de ghostwriters – escritores-fantasmas, aquelas pessoas que escrevem o texto em nome de outros e não recebem os créditos de autoria, uma prática bastante comum no meio editorial. O trabalho acadêmico escrito do zero, por encomenda, até então não era detectável com as ferramentas disponíveis.

Os altos e baixos do novo software

A Coventry University é uma das universidades britânicas que estão testando informalmente o potencial do novo software que usa linguística forense e aprendizado automático – chamado de machine learning em inglês, um subcampo de inteligência artificial – com técnicas inventadas pelo Gabinete Federal de Investigação dos Estados Unidos, o famoso FBI, para identificar perfis de suspeitos criminosos.

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Claramente, os trabalhos dos estudantes tendem a mudar ao longo de uma graduação – o que você escreve no primeiro ano vai ser bem diferente das suas produções escritas no quarto; e também há diferença de trabalhos entre as disciplinas cursadas. O software precisará acompanhar a evolução da escrita do universitário. Apesar de inovador, a nova ferramenta, por enquanto, só poderá providenciar uma indicação da probabilidade de escrita-fantasma que, depois, passará por uma avaliação mais minuciosa – e humana.

Os professores que suspeitarem de plágio ou escrita-fantasma poderão usar uma amostra do trabalho do estudante para compará-la a outros textos do mesmo autor. Este processo ajudará a facilitar e agilizar a identificação de trabalhos suspeitos que, posteriormente, serão revisados por um especialista acadêmico. 

Atualmente, não é ilegal abrir uma empresa que ofereça serviços de escrita de dissertações, teses e outros trabalhos acadêmicos. A prática comum é que estas empresas criem sites oficiais oferecendo os produtos como “guias” ou “referências”; e o marketing delas é bem agressivo, com spam e mensagens diretas aos estudantes. 

As universidades do Reino Unido acreditam na necessidade de ensinar o seu corpo discente sobre direitos de propriedades intelectuais e também de uma mudança cultural geral na era da internet como enciclopédia. Por isso, a intenção é tornar ilegal este tipo de serviço lucrativo.

Isso já aconteceu na Nova Zelândia e também está em processo na Irlanda.

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