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Em 27/06/2019 10h26, atualizado em 01/07/2019 17h33

Atualidades Vestibular e Enem - junho de 2019

Atualidades

Em junho, trechos de mensagens atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, com o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, tornaram públicas Por Érica Caetano
Sergio Moro teve conversas com procuradores vazadas. Foto: Marcelo Chello / Shutterstock.com
Sergio Moro teve conversas com procuradores vazadas. Foto: Marcelo Chello / Shutterstock.com
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Junho de 2019 foi um mês marcado por polêmicas envolvendo o vazamento de supostas mensagens do ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e membros da força tarefa da Lava-Jato. Nas notícias internacionais, a morte de Mohamed Mursi, ex-presidente do Egito, durante audiência em tribunal, teve destaque.

O Brasil Escola separou os principais fatos ocorridos e repercutidos durante o mês de Junho de 2019. Assim, você se atualiza e se inteira para as provas dos vestibulares e já começar a se preparar para o próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Clicando nos links, é possível conferir as notícias do UOL, Folha, BBC, Agência Brasil e outros portais.

Brasil

Mensagens Moro e membros força-tarefa Lava Jato

No início do mês de Junho, o site de notícias The Intercept Brasil divulgou trechos de mensagens atribuídas ao atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a membros da força-tarefa da Lava Jato, como o procurador Deltan Dallagnol.

O The Intercept foi fundado pelo jornalista, ex-advogado norte-americano e especialista em direito constitucional Glenn Greenwald, que alega a veracidade do conteúdo. 

As mensagens teriam sido trocadas por meio de um aplicativo de conversas por celular e sido entregues por uma fonte que pediu sigilo, apontando uma colaboração ilegal entre o então juiz federal responsável por julgar a Lava Jato em Curitiba e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Sérgio Moro teria agido ilegalmente no julgamento do ex-presidente Lula. O The Intercept revelou que ele teria indicado testemunhas ao procurador Dallagnol, além de aconselhar e direcionar o trabalho do Ministério Público no caso, o que é contra a Constituição.

Reações

Moro afirmou em nota que o conteúdo das “supostas mensagens” não revela qualquer “anormalidade ou direcionamento” de sua atuação como magistrado e que as mesmas além de sensacionalistas, foram retiradas de contexto. Já Dallagnol escreveu em sua conta no Twitter  "ser natural que membros do MPF, a quem cabe denunciar, comuniquem-se com o juiz da causa, a quem cabe julgar a denúncia".

O Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou que  uma tentativa de invasão do telefone celular do ministro tinha sido identificada, motivando-o a deixar de usar a linha telefônica. Moro ainda falou no Senado este mês sobre as supostas mensagens, onde admitiu a possibilidade de deixar o cargo do governo Jair Bolsonaro caso sejam apontadas irregularidades em sua conduta.

Liberdade de imprensa

Glenn Greenwald falou no Congresso sobre ameaças a jornalistas e a divulgação das conversas de Moro
Foto: Joao Paulo V Tinoco / Shutterstock.com

Glenn Greenwald também falou no Congresso este mês sobre ameaças a jornalistas. Ele foi convidado a prestar esclarecimentos à comissao de Direitos Humanos após o site The Intercept, o qual também é um dos fundadores, ter feito as divulgações do conteúdo das conversas.

O jornalista citou o vazamento das mensagens do ministro Sergio Moro, alegando que o mesmo "está usando tática cínica para tentar enganar a população". Dentre as falas respondidas e questionadas, foram abordadas questões como a liberdade de expressão, a liberade de imprensa e sigilo de fontes.

Glenn e seu marido, o deputado federal e também jornalista David Miranda, têm recebido ameaças de morte depois das conversas vazadas entre Moro e procuradores. Várias fake news sobre o casal também passaram a circular pelas redes sociais.

Veja também: o que são fake news?

Relatório do Ministério Público divulgado no ano passado aponta que 64 profissionais de imprensa e comunicadores foram mortos no Brasil durante o exercício da profissão, entre os anos de 1995 e 2018.

Glenn foi o primeiro jornalista a divulgar, em 2013, em seu blog, os arquivos que o ex-consultor da Agência Nacional de Inteligência (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Edward Snowden, vazou para revelar um esquema de monitoramento de telecomunicações conduzido, em segredo, pelas autoridades norte-americanas. Além de cidadãos comuns, o programa secreto monitorava as mensagens de líderes políticos e de altos executivos, inclusive no Brasil.

Por esta reportagem, Glenn Greenwald ganhou junto com outros jornalistas do jornal britânico The Guardian o Prêmio Pulitzer em 2014, considerado o maior prêmio dado a um jornalista. No Brasil, ganhou o prêmio Esse de Reportagem, por matérias publicadas no jornal O Globo revelando a espionagem dos Estados Unidos em políticos e empresas brasileiras, incluindo a Petrobras.

Neymar acusado de estupro

Junho mal tinha chegado e os noticiários foram tomados por notícias de que o jogador de futebol brasileiro Neymar Jr. havia estuprado a modelo Najila Tindade Mendes, na capital da França, Paris. Najila alega que Neymar a teria agredido e se recusado a manter relações sexuais com preservativo.

Além da acusação de estupro, Neymar também está sendo investigado por vazamento de fotos íntimas, já que assim que o atleta teve conhecido do boletim de ocorrência feito pela modelo, divulgou em suas redes sociais prints da conversa com Najila, o qual possuía imagens íntimas. A polêmica trouxe à tona questões ligadas ao machismo, violência contra a mulher, feminicídio e crimes de internet.

Crimininalização da homofobia

Com 8 votos a favor e 3 contra, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o uso de leis de racismo para punir a homofobia, que é a discriminação contra homossexuais e transexuais.

Apesar da vitória para a classe, setores religiosos se queixam que a criminalização da homofobia poderia colocar em risco a liberdade de culto no país, já que algumas religiões defendem, por exemplo, que a homossexualidade é um pecado.

Dez dias depois da homofobia virar crime, aconteceu a 23ª edição da Parada Gay de São Paulo. O evento reuniu 3 milhões de pessoas e teve como tema "50 anos de Stonewall - Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+".

Marcha para Jesus

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Crédito foto: UOL

O principal encontro evangélico do país, connhecido como Marcha para Jesus, contou em São Paulo pela primeira vez com a presença de um Presidente da República. Jair Bolsonaro, além de estar presente, causou polêmica ao fazer o sinal de arma de fogo com as mãos em um evento religioso.

Copa do Mundo de Futebol Feminino

Teve início no mês de Junho, com recordes de audiência, a Copa do Mundo de Futebol Feminino, na França. O evento reúne 24 seleções e este ano teve maior visibilidade, principalmente pelo fato da jogadora da seleção brasileira, Marta, considerada a melhor jogadora do mundo por alguns anos consecutivos, ter levantando a bandeira de maior valorização do futebol feminino e salários iguais assim como acontece com os jogadores do sexo masculino. Infelizmente, o Brasil foi eliminado pelas donas da casa nas oitavas de final.

Decreto de armas

O presidente Jair Bolsonaro revogou o decreto que flexibilizou o porte e a posse de armas de fogo no Brasil. O decreto foi revogado, segundo o Governo Federal, para o Congresso debater o tema.

Ao revogar o decreto, o presidente busca, então, novos caminhos para tentar flexibilizar o Estatuto do Desarmamento. Já que, após críticas da sociedade civil e da Procuradoria Geral da República (PGR), o decreto foi rejeitado no Senado e também corria o risco de ser barrado na Câmara.

Parlamentares alegavam que, constitucionalmente, algumas das mudanças propostas pelo presidente não poderiam ser realizadas por decreto, somente por projeto de lei.

Avião da FAB com cocaína

Um sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) foi preso no aeroporto de Sevilha, na Espanha, por suspeita de envolvimento em transporte de drogas. O militar fazia parte da comitiva de 21 militares que acompanha a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Tóquio, no Japão, onde participaria da reunião do G-20.  Foram encontrados 39 kg de cocaína com o sargento, escondidos numa maleta e divididos em pacotes.

O avião em que estava o militar é usado como reserva da aeronave presidencial e, portanto, a comitiva da qual o sargento fazia parte não estava no mesmo avião que transportava Bolsonaro.

Mundo

Morte ex-presidente Egito

O ex-presidente egípcio, Mohamed Mursi, de 67 anos, morreu depois de ser vítima de um mal-estar no tribunal. Segundo testemunhas, Mursi falou diante do juiz por 20 minutos e desmaiou. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu.

Membro do movimento islâmico Irmandade Muçulmana, Mursi se tornou, em 2012, o primeiro presidente eleito da história do Egito. Ele chegou ao poder um ano depois da Revolução do Nilo, desencadeada pela Primavera Árabe, que provocou a queda do ex-presidente Hosni Moubarak.

Mursi foi deposto em 2013, após um golpe militar, e condenado a 20 anos de prisão por ter reprimido com violência as manifestações contra o seu governo.

População mundial deve aumentar em 2 bilhões  

A população mundial deve aumentar em 2 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos. É o que afirma um relatório das Nações Unidas lançado este mês. O total de habitantes do planeta deve passar dos atuais 7,7 bilhões para 9,7 bilhões em 2050. A pesquisa afirma que a população mundial pode atingir o seu pico no final do século, com perto de 11 bilhões de pessoas.

Segundo o relatório, a população mundial está envelhecendo devido ao aumento da expectativa de vida e à queda dos níveis de fertilidade. Mais países estão tendo reduções de população devido à queda nos nascimentos.

Onda de calor na Europa

Foto: Shutterstock.com / Mathis Boussuge 

Uma onda de calor atinge neste mês a Europa, com temperaturas que chegam a 40 graus. Entre as áreas mais afetadas estão a Espanha, a França e países da Europa central. A massa de ar quente, procedente do Norte da África, provoca o calor. Apesar de ser verão, essas temperaturas são incomuns nesta época. 

O alerta laranja foi lançado, e o perigo faz recordar a onda de calor que assolou o país em 2003, levando à morte 15 mil pessoas. Embora eventos extremos como esse possam ocorrer naturalmente, especialistas afirmam que as ondas de calor ocorrerão mais frequentemente por causa da crise climática, levantando preocupações sobre a estabilidade do clima, como o aquecimento global.

Pai e filha afogados a caminho dos EUA

Pai e filha deitados com a barriga para baixo, rostos mergulhados na água turva do Rio Grande (Rio Bravo para os mexicanos), que separa o México dos Estados Unidos. A cabeça da menina enfiada na blusa do pai, seu bracinho pendurado no pescoço do homem. 

O retrato de desespero foi capturado pela jornalista Julia Le Duc, horas depois de Óscar Alberto Martínez Ramírez ter se afogado com Valeria, sua filha de 1 ano e 11 meses, quando tentavam chegar aos Estados Unidos.

A imagem é um resumo doloroso da perigosa jornada que os imigrantes enfrentam em busca do "sonho americano" e das trágicas consequências que costumam passar despercebidas no debate acirrado que ocorre atualmente nos Estados Unidos sobre a questão fronteiriça.

G-20 no Japão

Nos dias 28 e 29 de junho, as 19 principais economias do mundo se reuniram no Japão para a 14ª Reunião de Cúpula do G-20. No pronunciando final, alguns líderes dos países participantes pronunciaram a favor do livre-comércio, em uma clara mensagem ao protecionismo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. 

Entenda o G-20

Os representantes do G-20 também fecharam um pacto contra mudanças climáticas, o 19+1. O Estados Unidos, que saiu do Acordo de Paris, se recusou a assinar o pacto. Outros temas discutidos foram os crimes e terrorismo digitais, desigualdade de gênero e sistemas de impostos.

Um inédito acordo de livre-comércio também fechado foi entre a União Europeia e o Mercosul. Para fechar o acordo, o Brasil teve que afirmar que não sairá do Acordo de Paris

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