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Em 31/01/2019 12h58, atualizado em 01/02/2019 09h17

Atualidades Vestibular e Enem – Janeiro de 2019

Atualidades

Entre os assuntos mais noticiados em janeiro de 2019 estão o rompimento da barragem de Brumadinho-MG, Governo Bolsonaro e crise política na Venezuela. Por Érica Caetano
Barragem em Brumadinho-MG se rompe deixando mortos / Foto: Presidência da Republica/Divulgação
Barragem em Brumadinho-MG se rompe deixando mortos / Foto: Presidência da Republica/Divulgação
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O Brasil Escola separou os principais fatos ocorridos e repercutidos durante o mês de janeiro de 2019. Assim, você se atualiza e se inteira para as provas dos vestibulares e já começar a se preparar para o próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Clicando nos links, é possível conferir as notícias do UOL, Folha, BBC, Agência Brasil e outros portais.

Brasil

Rompimento barragem Brumadinho

Uma barragem da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, localizada em Brumadinho, em Minas Gerais, se rompeu no final de janeiro. A onda de rejeitos de minério de ferro atingiu a área administrativa da empresa e a comunidade da Vila Ferteco, deixando mortos, feridos e desaparecidos.

O rompimento ocorreu na Barragem 1, que foi construída em 1976 e tem volume de 12,7 milhões de m³. Segundo a Vale, a barragem tinha encerrado as atividades há cerca de três anos, pois o beneficiamento do minério na unidade é feito à seco.

O presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, informou que cerca de 300 funcionários estavam no prédio administrativo e no restaurante da empresa, mas que 100 já tinham sido localizados.

Apesar de remota a chance de encontrar sobreviventes, entre funcionários da Vale e moradores da localidade, as buscas continuam e não há previsão de quando serão finalizadas.

Engenheiros que atestaram segurança de barragem que se rompeu foram presos por suspeita de homicídio qualificado. Outros três funcionários que prestaram serviço para a Vale também foram presos em Minas Gerais. O desastre deve colocar a Vale no alvo de três tipos de processos: administrativo, civil e criminal. 

A Defesa Civil de Minas Gerais informou que até o momento já são 110 mortos, 238 desaparecidos e 108 desabrigados. 

Posse presidente Jair Bolsonaro

Janeiro iniciou com a posse do novo presidente da república Jair Messias Bolsonaro. Ele é o 38º presidente do Brasil e executará o mandato entre 2019 e 2022. O presidente discursou por cerca de 10 minutos em sua posse e afirmou que sua missão é livrar o país da corrupção e da submissão ideológica.

- Rosa x Azul

Poucos dias após a posse de Jair Bolsonaro, e de ter assumido ao cargo de ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves causou polêmica ao afirmar, em vídeo que circulou pelas redes sociais, que “menino veste azul e menina veste rosa”. 

A declaração causou revolta e mobilizou as redes sociais de pensamentos contrários ao da ministra. Inclusive muitas celebridades tomaram partido repudiando a afirmação.

Damares é educadora, advogada e evangélica. Em seu discurso de posse também usou os dizeres: “o Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã".

- Posse de armas

O presidente também assinou este mês o polêmico decreto que flexibiliza a posse e a comercialização de armas de fogo no país. Esta era uma das suas promessas de campanha. 

O direito à posse refere-se a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho, desde que o dono da arma seja o responsável legal pelo estabelecimento. Já para andar com a arma de fogo na rua, é preciso ter direito ao porte. Neste caso, as regras são mais rigorosas e não foram tratadas no decreto.

- Desistência mandato Jean Wyllys

O deputado federal Jean Wyllys, do PSOL-RJ, que foi reeleito pela terceira vez consecutiva com 24.295 votos, comunicou neste mês que decidiu abrir mão do seu mandato e viver fora do Brasil, por estar recebendo ameaças de morte. A decisão foi anunciada em carta ao PSOL. Ele citou no comunicado o assassinato da vereadora Marielle Franco e relatou o aumento nas ameaças que recebe.

Entre as provas já enviadas pelo deputado à Comissão Interamericana estão avisos de “sua hora vai chegar. Falta pouco viadinho. Sai fora do Brasil enquanto dá tempo. Lixo escroto.”

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lamentou a decisão do deputado federal e afirmou que a Polícia Federal abriu inquéritos ao longo de 2017 e 2018 para apurar as ofensas e ameaças contra o parlamentar.

- Investigação Flávio Bolsonaro

O deputado estadual há quatro mandatos consecutivos, recém eleito senador e também filho do atual presidente da República, Flávio Bolsonaro, está sendo investigado por movimentações financeiras suspeitas feitas em 2017. As investigações tiveram início há seis meses e visam apurar a suspeita de prática de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Flávio e Jair Bolsonaro / Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as movimentações financeiras nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do político atingiram R$ 7 milhões entre os anos de 2014 e 2017.

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, atendeu a um pedido de Flávio e determinou a suspensão temporária da investigação. O político afirma ser inocente e reclama estar sofrendo perseguição política do Partido dos Trabalhadores (PT) por conta do alto e mais importante cargo político em que seu pai ocupa atualmente.

- Saída Pacto de Migração

O novo governo de Jair Bolsonaro comunicou, por meio do Ministério de Relações Internacionais, a saída do Brasil do Pacto Global para a Migração, da Organização das Nações Unidas (ONU). O país tinha aderido em dezembro, no final do governo de Michel Temer.

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Conhecido como Pacto Global de Migração da ONU, é o conjunto de diretrizes visando a colaboração em questões migratórias, permitindo que os signatários continuem responsáveis por suas próprias políticas de imigração, mas aumentem a cooperação internacional a cerca deste tema.

Participaram da negociação no âmbito da ONU 193 países. Contudo, 164 assinaram o documento, incluindo o Brasil, mas o governo Bolsonaro anunciou sua retirada do pacto. Também recusaram os EUA, Hungria, Itália, Polônia, Chile e Austrália.

Prisão Cesare Battisti

Após 37 anos de fuga, o terrorista italiano Cesare Battisti, de 64 anos, foi preso após se entregar às autoridades italianas. Battisti deixou a Itália após fugir da prisão, em 1981, e nunca mais retornou ao país. Ele foi capturado em janeiro, por agentes bolivianos em parceria com italianos após fudir do Brasil, onde era buscado pela Polícia Federal.

Battisti foi condenado pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. Ele se considera inocente. Em 1991, a sentença foi confirmada pela Corte Suprema Italiana.

Em 2004 ele fugiu para o Brasil e viveu foragido até 2017, quando foi preso em Copacabana, no Rio de Janeiro. Foi solto em 2011, após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negar a extradição e conceder-lhe o status de refugiado político. Após o ex-presidente Michel Temer autorizar a extradição no final do ano passado, o que fez com que ele voltasse a ficar foragido até ser preso em janeiro.

Mundo

Eclipse lunar

O mês de janeiro contou com o 1º fenômeno astronômico do ano, com o eclipse lunar, que teve início durante a madrugada e pôde ser visto por aqueles que o aguardavam. A fase da umbra — quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua — teve início à 01h33 e às 03h12, o satélite atingiu a fase total máxima.

Morre homem mais velho do mundo

Masazo Nonaka, considerado o homem mais velho do mundo, faleceu este mês no Japão, aos 113 anos, enquanto dormia em sua casa. O ancião recebeu o recorde do Guinness por ser o homem mais velho do mundo no dia 10 de abril do ano passado.

O Japão já registrou vários recordes de pessoas mais longevas do mundo. O homem que chegou à idade mais avançada no mundo todo foi o japonês Jiroemon Kimuro, que faleceu em 12 de junho de 2013 aos 116 anos. Já entre as mulheres, o recorde é da francesa Jeanne Calment, que morreu em 1997 aos 122 anos e 164 dias. A pessoa com a idade mais avançada que vive ainda hoje é outra japonesa, Kane Tanaka, que tem 116 anos e 18 dias.

O Brexit

O processo de desvinculação do Reino Unido da União Européia continua sem muitas definições. O Brexit, como é chamado, trata-se da separação do Reino Unido da União Européia às 23h do dia 29 de março deste ano, após o plebiscito realizado em 2016, quando 51,9% do eleitorado britânico votou a favor do rompimento com o bloco europeu.

Já se passou mais de um ano de tentativas de negociações sobre a separação dos dois lados e ao que parece, ambos ainda não conseguiram chegar a um acordo. Sem acordo, o Parlamento britânico pede para renegociar o Brexit com a União Européia propondo “soluções alternativas”.

Mais de dois anos e meio após o plebiscito, não há nada realmente concreto sobre como ocorrerá esse “divórcio” e muito menos como será a relação de ambos após a separação efetivamente.

Crise política na Venezuela

Janeiro foi marcado por inúmeros conflitos na Venezuela. O deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se declarou presidente interino do país, um dia após o então presidente Nicolás Maduro tomar posse para iniciar o novo mandato. 

Juan Guaidó como presidente interino na Venezuela / Crédito: Molina86 / Shutterstock

Maduro havia se reelegido em maio do ano passado presidente do país, em uma votação com denúncias de fraudes a favor do governo, boicotado pela oposição e não reconhecida pelos EUA, União Europeia e Brasil. Então Guiadó assumiu o posto até a organização de novas eleições.

Ainda em janeiro, Juan Guaidó chegou a ser preso pela polícia política do país mas foi rapidamente solto. Além dele, jornalistas também foram detidos perto da sede presidencial. Dois deles, que são venezuelanos, foram liberados após 10h. Os profissionais cobriam a vigília em defesa do presidente Nicolás Maduro, convocada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), e que não teve muita adesão.

Maduro cedeu entrevistas afirmando estar disposto a conversar com Guaidó sobre o impasse no que diz respeito a Presidência do país e criticou o que chamou de interferência estrangeira no impasse sobre o cargo de maior importância do país. Mas a ideia de novas eleições é totalmente rechaçada por Maduro.

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