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Em 09/08/2019 08h45, atualizado em 09/08/2019 11h32

Brasil conquista medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Economia 2019

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Jovens medalhistas do torneio que ocorreu na Rússia contam como foi a experiência e dão dicas de preparação para futuras competições Por Silvia Tancredi
Equipe vencedora da Olimpíada Internacional de Economia 2019
Equipe vencedora da Olimpíada Internacional de Economia 2019
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Equipe composta por cinco jovens deu ao Brasil o primeiro lugar na Olimpíada Internacional de Economia (IEO) 2019, realizada em São Petersburgo, na Rússia. No ano passado, o Brasil ficou com o segundo lugar.

A equipe brasileira foi composta por Guilherme Pita, 17 anos, Guilhermo Cutrim, 17, Rafael Akira Ferro, 16, Victor Cortez, 18, e Vinícius Alves Teixeira, 18. Juntos, eles contabilizaram cinco medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze.

No total, 24 países de cinco continentes se inscreveram na Olimpíada Internacional de Economia 2019. O segundo e o terceiro lugares ficaram com as equipes 1 e 2 da China.

A olimpíada

Os cinco estudantes que representaram o País na Rússia foram selecionados por meio da Olimpíada Brasileira de Economia (OBECON), que contou com três etapas, sendo a primeira on-line. Cerca de 3,5 mil estudantes se inscreveram na OBECON 2019.

Segundo Rafael Carlini, vice-coordenador acadêmico da OBECON e medalhista de ouro na IEO 2018, o torneio brasileiro teve como objetivo colocar os estudantes em um degrau acima do nível de questões que eles enfrentariam na competição na Rússia, para que eles se sentissem confiantes e tivessem performance excepcional.

“A participação em olimpíadas, mais do que uma competição, é uma jornada de descobrimento das próprias aptidões e paixões. Essa experiência representa uma oportunidade de se desafiar e ir além daquilo que é ensinado nas escolas. É uma experiência muito edificante.” (Rafael Carlini)

A Olimpíada Internacional de Economia mediu o conhecimento dos estudantes a partir de três áreas. A primeira foi Teoria Econômica, que avaliou conceitos e modelos econômicos que os jovens têm, bem como suas capacidades analíticas. 

Finanças foi a segunda área da IEO 2019 a ser analisada. Essa prova simulou uma carteira de investimentos em que os alunos tiveram que decidir em quais produtos financeiros investir, dado um determinado contexto.

A última área da competição foi Business, na qual as equipes receberam um case de um problema vivido por uma empresa. Os jovens tiveram que apontar soluções para um grupo de jurados. Veja no vídeo abaixo o anúncio da conquista dos estudantes brasileiros:

A experiência 

Vinícius Alves Teixeira, 18 anos, calouro de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), participa de olimpíadas desde o 1º ano do ensino médio. Ele começou com olimpíadas de Física, Química e Matemática. Já o interesse pela Economia veio no final do ensino médio. 

O estudante de Engenharia conta que sua preparação para a olimpíada brasileira e também para a internacional demorou quatro meses. Ele lembra que estudava pelo menos duas horas por dia, em média, para as competições.

“A Olimpíada Internacional de Economia 2019 foi sensacional para desenvolver habilidades profissionais, como trabalho em grupo, e conhecimentos de finanças, que são essenciais para o mercado e para a vida”, avalia o estudante da USP. 

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Veja também: como participar de Olimpíadas Científicas

Guilhermo Cutrim Costa, também de São Paulo, começou a se interessar por olimpíadas no 8º ano do ensino fundamental. Participou de competições de Física e de Ciências e entrou para um grupo de estudos para olimpíadas dentro do próprio colégio.

“Participar de olimpíadas é difícil para quem está no ensino médio, pois nas olimpíadas o ritmo exige proatividade, você tem que estudar por conta, fora do currículo estabelecido”, analisa. 

Para o futuro, Guilhermo pensa em ajudar na divulgação da Olimpíada de Economia nas escolas, pois considera ser uma área muito importante para o dia a dia das pessoas, mas que não é estudada no ensino médio.

Crescimento e desafios

A Olimpíada Brasileira de Economia teve um crescimento de 52% entre as edições de 2018 e 2019. Este ano, 3,5 mil estudantes se inscreveram na olimpíada, contra 2,3 mil no ano passado.

Apesar do crescimento, a OBECON ainda é pouco conhecida dos estudantes, principalmente em escolas públicas. Um reflexo disso é a origem dos cinco classificados para a Olimpíada Internacional, todos de escolas de elite de São Paulo (duas) e Fortaleza (uma).

Segundo Vinícius, o fato das fases finais serem presenciais e realizadas apenas em uma cidade dificulta a participação da maioria dos estudantes. "Atualmente, a fase presencial é feita somente na Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo. Estamos buscando parcerias com outras instituições para aplicar a prova em mais locais, informa o medalhista.

A primeira fase da OBECON é on-line justamente para atrair estudantes de todo o país e de todas as classes. No entanto, Vinícius ressalta que a partir da segunda fase o participante precisa ir atrás de conteúdo mais específico da Economia, pois nenhum colégio de ensino médio, seja público ou privado, dispõe desse material.

Dicas de preparação para Olimpíadas de Economia

Jovens na Olimpíada Internacional de Economia 2019

De acordo com Carlini, medalhista de ouro na Olimpíada Internacional de Economia de 2018, com muito treino dá para conseguir vencer uma olimpíada, independente da escola. “Os conhecimentos estão disponíveis em livros e na internet, basta ir atrás. Vale muito a pena, porque os conhecimentos que você adquirir de Economia vão ser úteis a vida toda."

Veja dicas dos medalhistas para mandar bem na Olimpíada de Economia

    • Procurar ferramentas de estudo online gratuitos;
    • Ir atrás de livros disponíveis na internet;
    • Fazer provas anteriores da olimpíada e conhecer as questões;
    • Ter uma base de livros de Economia em inglês;
    • Treinar muito;
    • Acompanhar o site do NOIC (Núcleo Olímpico de Incentivo ao Conhecimento)

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