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Em 03/12/2007 02h14 , atualizado em 19/03/2021 09h29

Engenharia Elétrica

Guia de Profissões

Curso com duração de cinco anos tem predominância de Física e Matemática Por Lorraine Vilela Campos
Estações de energia são um dos locais de trabalho para o engenheiro eletricista
Estações de energia são um dos locais de trabalho para o engenheiro eletricista
Crédito da Imagem: shutterstock
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A Engenharia Elétrica é o ramo da engenharia responsável por gerar, transmitir e distribuir energia elétrica. O engenheiro eletricista é o profissional apto a trabalhar com circuitos e sistemas integrados, sendo de sua responsabilidade etapas como pesquisa, projeção, criação, instalação e manutenção.

O curso de Engenharia Elétrica é voltado para quem tem interesse em disciplinas como Física e Matemática e que não tenha preguiça de colocar em prática o conteúdo estudado. Mão na massa é fundamental!

No mercado de trabalho, o engenheiro eletricista deve ser alguém disposto a ficar atualizado, estudar sempre que necessário (a tecnologia muda constantemente), saber trabalhar em equipe, ter disciplina e obedecer às normas de segurança do trabalho - alta voltagem exige muita proteção, por exemplo.

Mercado de Trabalho

O engenheiro eletricista é um profissional requisitado por diferentes setores da Economia. É possível trabalhar no setor privado e também prestar concurso público para atuar em órgãos públicos.

A necessidade de utilizar formas de energia elétrica mais limpas e eficazes fazem da Engenharia Elétrica uma profissão promissora. O profissional pode trabalhar, por exemplo, com energia solar, hidroelétrica, nuclear, eólica etc.

Você já sabe quais são as qualificações de um profissional de Engenharia Elétrica, mas que tal conhecer um pouco mais sobre as áreas de atuação do engenheiro eletricista?!

1- Eletrotécnica

A eletrotécnica é a área da Engenharia Elétrica com foco na eletricidade e, provavelmente, a mais conhecida popularmente. O engenheiro eletricista de tal setor trabalha com a criação e manutenção de sistemas elétricos de usinas e redes de distribuição de energia.

Com grande incidência da Física em seu dia a dia, o profissional lida com redes de alta tensão e especificação de geradores, transformadores e motores.

2 - Eletrônica

O engenheiro eletricista trabalha com circuitos e sistemas integrados para o funcionamento de aparelhos eletrônicos de diferentes setores. Do computador da sua casa ao utilizado em processos industriais, saiba que tal profissional tem sua contribuição para que o equipamento atenda às suas funções.

Além disso, o engenheiro eletricista também é responsável pela manutenção dos componentes eletrônicos. É possível, ainda, que o profissional trabalhe com a construção de aparelhos de medição utilizados por várias áreas, incluindo outros tipos de engenharia.

3 - Microeletrônica

A microeletrônica é semelhante à eletrônica, já que ambas são Sistemas Eletrônicos. No entanto, tal área foca na pesquisa, projeto e fabricação de novos materiais, dispositivos avançados, circuitos e sistemas integrados em tamanho reduzido.

A área tem crescido nos últimos anos e se tornado presente na rotina da sociedade. A microeletrônica é utilizada para o funcionamento de serviços bancários atuais; em computadores, tablets e celulares; no processo industrial; nos serviços de entretenimento; e até mesmo na Biomedicina.

Na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, há três linhas de pesquisa dentro da microeletrônica: Dispositivos Avançados; Sensores Inteligentes (onde entra o uso na biomedicina); Circuitos e Sistemas Integrados.

4 - Telecomunicações

O engenheiro eletricista tem grande importância no ramo de telecomunicações. O profissional é responsável por projetar sistemas e redes (como 4G, por exemplo) para dispositivos móveis, assim como tem a função de construir sistemas de comunicação e processamento digital.

Em resumo, a o engenheiro eletricista da área de telecomunicações é responsável pela criação e por desenvolver equipamentos e serviços para expandir serviços comunicação em rede.

5 - Construção Civil

A Construção Civil demanda uma equipe composta por diferentes engenharias, apesar de o engenheiro civil ser comumente o mais lembrado quando se fala no assunto. No entanto, a Engenharia Elétrica é muito importante no ramo.

O engenheiro eletricista trabalha na construção civil com a projeção e instalação de circuitos elétricos para residências, condomínios, prédios comerciais e indústrias. O profissional também pode projetar e fazer a manutenção de plantas dos empreendimentos da construção civil para evitar acidentes ou mau uso da energia elétrica, causando sobrecarga na rede.

6 - Automação

A automação é a parte responsável pela construção e desenvolvimento de sistemas automatizados ou robotizados para indústrias. Neste setor, o engenheiro eletricista é responsável por toda a construção dos sistemas elétricos.

Conheça também o curso de Engenharia de Robôs

Não só para a construção dos sistemas elétricos o engenheiro eletricista pode ser contratado dentro do setor de automação. O mercado se mantém aquecido para o profissional, pois o mesmo está apto a fazer a manutenção preventiva de máquinas e aparelhos, assim como ser responsável pelo controle da energia necessária para a instalação da indústria.

7 - Biomedicina/Medicina

Você já imaginou que no processo de produção de uma vacina, por exemplo, é necessária a contribuição do engenheiro eletricista? Apesar de não pensarmos nisso, os equipamentos utilizados na biomedicina, na imunologia, em exames de imagem e em cirurgias demandam profissionais da Engenharia Elétrica para sua projeção, construção e manutenção.

Com a alta procura por procedimentos no ramo da saúde e a corrida pelas vacinas, hospitais, laboratórios, clínicas e indústrias farmacêuticas são opções de contratantes para o engenheiro eletricista.

8 - Nanotecnologia

A utilização da nanotecnologia em produtos e aparelhos demanda a presença do engenheiro eletricista na equipe. Apesar de comumente ligada à aparelhos eletrônicos ou utilizados para fins médicos, tal tecnologia também pode ser encontrada em filtros solares com grande poder de bloqueio de raios UV, em tecidos com proteção contra radiação e em pinturas contra corrosões, por exemplo.

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Salário

De acordo com o site salario.com.br, a média salarial do engenheiro eletricista é de R$ 7.972 para 41 horas semanais. Os cargos pesquisados voltados para Engenharia Elétrica foram:

  • Tecnólogo em Eletricidade
  • Engenheiro de Projetos Elétricos
  • Engenheiro de Telecomunicações
  • Engenheiro de Projetos Eletrônicos
  • Tecnólogo em Eletrônica
  • Engenheiro de Transmissão
  • Engenheiro de Projetos de Telecomunicações
  • Engenheiro de Manutenção Eletrônica
  • Engenheiro de Manutenção Elétrica
  • Tecnólogo em Sistemas de Telecomunicações

Os dados levam em conta a média do piso salarial para 2021, de acordos coletivos (R$ 7.276), da média da pesquisa realizada pelo site com dados do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web (R$ 8.500) e do teto salarial de R$ 16.116,76.

Faculdade de Engenharia Elétrica - O Curso

O curso de Engenharia Elétrica é um bacharelado e sua duração média é de cinco anos (10 semestres). A graduação pode ser encontrada nas modalidades presencial, híbrido (parte presencial, parte a distância) e a distância (EaD).

Disciplinas

É comum associar a Engenharia Elétrica às ciências exatas como Matemática e Física. Sim, tais áreas são predominantes no curso e se desmembram em diferentes disciplinas e níveis. No entanto, a graduação também possui conteúdo das áreas de humanidades em sua grade curricular, preparando um profissional completo para o mercado de trabalho.

Em algumas instituições de ensino, o estudante ingressa no curso de "Engenharias" e somente a partir do terceiro ano é direcionado para a modalidade de sua escolha. Por isso, é importante consultar bem os editais dos vestibulares e conhecer as grades curriculares dos locais que oferecem os cursos.

No geral, os cursos de engenharia compartilham um núcleo comum de disciplinas (normalmente nos primeiros semestres) e se direcionam para a área de formação com o passar da graduação. A base da Engenharia Elétrica pode apresentar matérias como Matemática, Física, Cálculo, Álgebra, Fenômenos de Transporte, Eletricidade Aplicada, Economia, Estatística e Humanidades.

Já algumas disciplinas consideradas profissionalizantes, ou seja, específicas para a função de engenheiro eletricista são:

  • Introdução à Engenharia Elétrica
  • Desenho Técnico
  • Introdução à Programação
  • Projetos em Engenharia Elétrica
  • Circuitos Eletrônicos
  • Fundamentos de Controle
  • Processamento Digital de Sinais
  • Conversão Eletromecânica de Energia
  • Laboratório de Instrumentação Eletrônica
  • Instalações Elétricas
  • Princípios de Comunicação
  • Sistema de Gestão Ambiental
  • Gestão de Projetos
  • Comunicação Digital

É comum que as disciplinas abaixo apareçam como optativas (como na USP), mas algumas instituições podem incluí-las como obrigatórias. Isso dependerá da ênfase do currículo proposto pela coordenação do curso.

  • Introdução à Ciência da Computação
  • Algoritmo e Estrutura de Dados
  • Linguagens de Descrição de Hardware
  • Antenas
  • Princípios Físicos de Formação de Imagens Médicas
  • Processadores Digitais de Sinais e Aplicações
  • Instrumentação Eletrônica
  • Imagens Radiológicas Digitais
  • Conversores CC-CA
  • Fontes Alternativas de Energia
  • Bioengenharia Ocular
  • Automação
  • Projeto de Amplificadores de Projeto para Áudio
  • Microssistemas de radiofrequência para dispositivos sem fio
  • Fundamentos da Microeletrônica
  • Controle de Robôs Manipuladores

A grade/currículo de um curso de graduação geralmente é composta por disciplinas obrigatórias, matérias optativas, atividades complementares (estágios não-obrigatórios, palestras, seminários, cursos), Trabalho de Conclusão de Curso e/ou Projeto Experimental e Estágio Supervisionado Obrigatório.

Estágio Obrigatório

O estágio é obrigatório para o estudante de Engenharia Elétrica. Ser estagiário é a oportunidade de conhecer a profissão na prática, testar suas diferentes vertentes e até ingressar no mercado de trabalho.

Já a disciplina de Estágio Supervisionado é ministrada apenas em um semestre letivo, momento no qual o aluno apresentará relatórios com descrições de suas atividades e avaliações de seu supervisor imediato de onde está estagiando.

Normalmente, a disciplina de Estágio Supervisionado exige do estudante um projeto ao final do semestre sobre alguma melhoria a ser implantada no local onde foi feito o estágio ou algum projeto a ser desenvolvido para a empresa, por exemplo.

Onde tem o curso

Centro-oeste
Distrito Federal: UnB, IESB, Ceuclar e Uniceub.
Goiás: UFG, IFG, PUC-Goiás, Uni-Anhanguera, Alfa e FAAA.
Mato Grosso: UFMT, Unemat e Unic.
Mato Grosso do Sul: UFMS, UCDB, Anhanguera e Uniderp.

Norte
Acre: UFAC.
Amapá: Unifap.
Amazonas: UEA, Ufam, Unip, Uninorte, Ulbra e Fametro.
Pará: UFPA e Unifesspa.
Rondônia: Unir.
Roraima: UFRR.
Tocantins: UFT e Católica-TO.

Nordeste
Alagoas: Cesmac, FIC e Maurício de Nassau.
Bahia: Univasf, IFBA, UCSAL, IESC, UFBA, UFOB, Unifacs, FTC, Unijorge e Senai Cimatec.
Ceará: UFC, FFB, Fanor e Unifor.
Maranhão: IFMA e UFMA.
Paraíba: IFPB, UFPB, UFCG e Maurício de Nassau.
Pernambuco: UPE, UFPE, UFRPE, Univip, Maurício de Nassau e FBV.
Piauí: Uespi e UFPI.
Rio Grande do Norte: UFRN, Ufersa, UNP e Maurício de Nassau.
Sergipe: UFS e UNIT

Sudeste
Espírito Santo: UFES, IFES, UVV, UCL, Pitágoras de Linhares, Faesa e Uniesc.
Minas Gerais: Unifei, UFJF, UFMG, UFOP, UFSJ, UFU, UFV, UFTM, IFMG, Cefet-MG, PUC-Minas, Fumec, Uniube, Univale, Uni-BH e UNA, Pitágoras.
São Paulo: USP, Unicamp, Unesp, UFSCar, FEI, Mackenzie, Uninove, UNG, UNIP, Uniso, UMC, UniSantos, Univap, Unimep, USF e USJT.
Rio de Janeiro: UFRJ, UFF, UERJ, IME, PUC-Rio, Cefet-RJ, Unicarioca, UCP, Unesa, USS e UVA.

Sul
Paraná: UFPR, UTFPR, UEM, PUCPR, Unioeste, Unopar e UTP.
Rio Grande do Sul: UFRGS, Unipampa, IFSUL, PUCRS, UCPEL, UCS, UPF, Unisc, Unisinos, UFSM, Ulbra, Unijui, URI, Uniritte e Univates.
Santa Catarina: UFSC, FURB, CatólicaSC, Uniasselvi, Udesc, IFSC, Unochapecó, UNC, Unoesc, Uniplac e Unisul.

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