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Em 11/10/2018 15h40, atualizado em 11/10/2018 16h17

Youtubers contam os prós e contras de um intercâmbio de High School no exterior

Estudar no Exterior

Estudantes produziram vídeos na internet contando as experiências de fazer ensino médio no Canadá e nos Estados Unidos. Por Hotcourses Brasil
Bia Jarzinski e Marina Carvalho fazem vídeos contando suas experiências no intercâmbio
Bia Jarzinski e Marina Carvalho fazem vídeos contando suas experiências no intercâmbio
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O intercâmbio de High School é quando um estudante faz parte do ensino médio no exterior, podendo durar de poucos meses até um ano ou mais. As aulas cursadas no exterior costumam valer para a conclusão do colegial no Brasil, de quebra o estudante vivencia uma nova cultura e desenvolve a proficiência em um idioma estrangeiro. 

Nós conversamos com duas youtubers brasileiras que já passaram por um intercâmbio High School para listar os prós, contras, principais aprendizados e dificuldades de acordo com a experiência pessoal das duas, que registraram todas as fases em seus canais, desde o preparo antes de viajar até o retorno ao Brasil.

Bia Jarzinski viajou aos 15 anos para os Estados Unidos, onde estudou por dez meses. Marina Carvalho, conhecida pelo apelido Mazzi em seu canal, morou por cinco meses no Canadá, nos subúrbios de Vancouver, aos 16 anos.

O destino de estudo

Marina escolheu o Canadá porque a sua irmã já havia tido uma experiência de intercâmbio no país. “Eu sempre quis fazer um intercâmbio, principalmente porque a minha irmã tinha feito em 2013, então eu comecei a assistir vários diários de intercâmbio no YouTube, que me animaram mais ainda e me fizeram ter certeza que eu queria viver essa experiência”, conta.

Para ela é importante conversar com alguém que já tenha passado pela experiência “para poder se acalmar e ter a mínima noção do que vai ou pode acontecer com você”. Mesmo assim, ela não aconselha chegar ao destino sabendo tudo porque acredita que a graça é justamente descobrir como viver em um país desconhecido e cheio de novidades.

Mazzi
Marina Carvalho, a Mazzi, escolheu o Canadá como destino de intercâmbio

Bia morou por dez meses nos Estados Unidos. “Eu sempre tive o sonho de fazer intercâmbio. Lembro quando eu era menor, devia ter uns oito anos, passei na frente da agência de intercâmbio e disse para meus pais que queria ir para os Estados Unidos, eles obviamente não me deram bola”, relembra. “Mas acabei realizando o sonho. Eu sempre fui fascinada pelos Estados Unidos, acho que os filmes de Hollywood me inspiraram um pouco. Nunca tinha pensando em ir para outro país.”

O processo pré-intercâmbio

As duas fizeram o processo por meio de uma agência de intercâmbio. Em casos de estudantes menores de idade, receber a ajuda profissional pode ser não só mais seguro como também uma forma de tranquilizar os pais.

No geral, foi necessário providenciar um visto de estudante. A Bia precisou renovar o passaporte e prestou um exame de proficiência na língua inglesa. “A agência te auxilia 100%. Eu tive que fazer o teste de inglês na agência mesmo, tinha 40 questões e eu acertei 39”, conta.

O ensino médio no exterior

Tanto a Bia quanto a Marina não tiveram dificuldade com o ensino médio no exterior. De fato, as duas até consideraram fáceis os estudos. “Achei a escola canadense bem mais fácil que a brasileira pois a maioria das matérias eu já tinha aprendido no Brasil”, explica Marina. Bia orienta a ficar atento para fazer as aulas obrigatórias do MEC (Ministério da Educação) no intercâmbio, para serem reconhecidas pela sua escola brasileira ao retornar para terminar o colegial por aqui.

A Bia também conta que escolheu as opções de aulas de Advanced Placement, chamadas de AP classes, disciplinas com um conteúdo mais puxado que normalmente o estudante cursa já na universidade. “São aulas mais difíceis, que eu acho proporcional com o que temos no Brasil”, diz ela.

Apesar de precisar concluir algumas matérias obrigatórias, como inglês e matemática, ambas salientam a liberdade de montar sua própria grade curricular e poder explorar talentos, interesses e hobbies. “Há uma maior valorização para seus ‘hobbies’ do que no Brasil. Se você gosta de dançar? Tem diversas opções de aulas. Gosta de pintar? Tem todos os tipos de artes. Sem contar as milhões de opções de esportes (que eu não fiz nenhuma porque não nasci com esse dom)”, brinca Bia.

Marina achou incrível a importância que o ensino médio canadense dá ao que o estudante realmente vai usar e levar para a vida, e de não ter a obrigação de aprender matérias que ela não considera muito úteis para o seu futuro. Isto é o que mais se diferencia do sistema de ensino brasileiro. 

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Prós de fazer um intercâmbio na adolescência

Bia acredita que, para ter uma experiência com muitos prós, a pessoa tem que se sentir preparada para o intercâmbio. “É uma decisão que tem que partir dela”, aconselha. Para ela, os prós da sua experiência foram poder cursar o Senior Year nos Estados Unidos, que equivale ao último ano do colegial por lá, retornar ao Brasil com 16 anos e ter mais dois anos para se preparar para o Vestibular.

O colegial nos Estados Unidos é dividido em quatro anos, cada um deles recebe um nome diferente: Freshman, Sophomore, Junior e Senior. “O Senior Year é muito ‘endeusado’, eles fazem diversas atividades e eventos para os alunos e realmente é o ano mais esperado por todos”, explica.

Bia, de vestido vermelho, posa com os amigos no baile de formatura do ensino médio

Marina ressalta o fato de, aos 16 anos, ainda não ter independência financeira e brinca: “Os prós eram poder fazer high school e comprar roupas com o dinheiro dos meus pais”.

Contras de fazer um intercâmbio na adolescência

Por estar com 15 anos, Bia lembra que o intercambista pode acabar entrando no primeiro ou segundo ano e não ter a experiência do Senior Year. A idade pode limitar também as experiências além das salas de aulas. No Canadá, a idade legal varia de acordo com a província, no entanto, vai ser sempre 18 ou 19 anos. Já nos Estados Unidos, um jovem só é considerado maior de idade aos 21 anos, apesar de ser permitido dirigir aos 16. “Os contras [de fazer o intercâmbio com 16 anos] foram ter curfew (horário para voltar para casa) e não poder entrar em festas para maiores”, diz Marina.

Como ambas ficaram hospedadas em homestay – ou seja, moraram com uma família nativa –, precisavam seguir as regras da casa. No caso de Marina, ela tinha de voltar para casa até às 23h. Como Vancouver ficava a uma hora da sua cidade no Canadá, ela precisava programar as saídas com as amigas com tempo suficiente para voltar dentro do curfew.

As principais dificuldades

Para Bia, a principal dificuldade do intercâmbio foi a saudade. “Achei bem difícil no primeiro mês, mas depois você cria laços com as pessoas e fica mais fácil.”

Marina, por outro lado, diz ser uma pessoa desprendida e faz amizades com facilidade, portanto quase não teve problemas. “Acho que minha maior dificuldade foi me acostumar com o fuso. Nas três primeiras semanas, eu ia dormir às 20h.”

Aprenda como lidar com a saudade enquanto estuda no exterior

Os principais aprendizados

“Eu aprendi a ter mais independência e fazer o que me faz feliz. Se eu quero sair e não tenho companhia, não tem problema. Aprendi também a ter resiliência”, lista Bia.

Das várias coisas que o intercâmbio a ensinou, Marina destaca “valorizar os amigos, respeitar e aceitar diferentes padrões de beleza, ser mais responsável e organizada, e valorizar cada minuto”.

Você recomendaria a experiência de high school no exterior? 

“Sim, super!”, responde Marina. “O Canadá é um lugar com uma beleza indescritível, um clima muito bom e os canadenses são incríveis, acho que só tem coisa boa.”

Bia também recomendaria os Estados Unidos como destino de estudo. “Acho que a experiência americana é bem interessante! As escolas têm uma estrutura incrível e vai ter várias das coisas que você vê em filme, viu? Vai ter líder de torcida, jogo de futebol americano e, é claro, você vai conhecer mais um lugar do mundão!”, conclui.

O retorno

Em seu canal no YouTube, Marina, conhecida pelo apelido Mazzi, fala também sobre o retorno ao Brasil e a famigerada “depressão pós-intercâmbio”. E aí, como superar uma experiência tão incrível? “Sinceramente, eu também quero saber! Mas acho que o primeiro passo é aceitar que acabou e estar pronto para novas aventuras”, opina. 

No final, a sensação que fica é que nunca vai ser apenas um intercâmbio. A experiência é tão enriquecedora que com certeza vai mudar a sua vida.

Canais no YouTube

Se você quiser saber mais sobre as experiências das duas youtubers, pode assistir aos vídeos que elas fizeram durante o intercâmbio em seus respectivos canais: Bia Jarzinski e Mazzi.

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