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Em 16/11/2017 16h45, atualizado em 16/11/2017 16h48

EUA batem recorde de estudantes internacionais no país em 2017

Estudar no Exterior

Mesmo com o recorde, o número de novas matrículas de estudantes internacionais nos EUA diminuiu pela primeira vez em 12 anos, inclusive entre brasileiros. Por Hotcourses Brasil
Pesquisa identificou que os EUA acolheram mais de 1 milhão de estrangeiros em universidades
Pesquisa identificou que os EUA acolheram mais de 1 milhão de estrangeiros em universidades
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O número de estudantes internacionais nos Estados Unidos bateu um recorde em 2016/2017, chegando a 1,08 milhão! A nova pesquisa divulgada pela Open Doors identificou o segundo ano consecutivo em que o país acolhe mais de um milhão de estrangeiros em suas instituições de ensino. Entretanto, mesmo com o recorde, houve uma queda no número de novas matrículas.

Publicado pela IIE e pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA, o relatório indica uma crescimento mais lento nas matrículas, com um aumento geral de 3% comparado aos 7%-10% dos últimos três anos.

Não são os novos estudantes que ajudaram a atingir o novo recorde, mas sim os que já se formaram.

Estadia prolongada

O crescimento de estudantes internacionais no país se deve aos que continuam nos EUA pelo programa de Optional Practical Training (OPT), que permite a estadia adicional após a conclusão dos estudos acadêmicos para o treinamento prático e profissional. Estudantes graduados nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, popularmente chamadas de STEM (Sciences, Technology, Engineering and Math), inclusive, podem permanecer no país por mais 24 meses.

Portanto, os estrangeiros em OPT prolongam sua estadia no sistema de ensino norte-americano e ajudam a aumentar o número de estudantes no país.

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Queda nas matrículas de brasileiros nos EUA

Como os 1,08 milhão de estudantes internacionais no país incluem desde os que estão começando os estudos aos que estão em OPT, na realidade, o número de novas matrículas caiu 3% em relação ao ano passado. Segundo o Open Doors, esta é a primeira vez que isso acontece em 12 anos.

O Brasil estava entre os países que mais enviavam estudantes para os EUA nos últimos anos, juntamente com China, Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Canadá, Vietnã, Taiwan, Japão e México.

O relatório acredita que o cancelamento de programas de bolsas de estudo como o Ciência sem Fronteiras tem parcela no enfraquecimento do crescimento das matrículas, uma vez que o Brasil foi um dos que apresentaram maior queda em todos os níveis de estudo, inclusive não-acadêmicos (tipo de estudos que não resulta em créditos acadêmicos).

Competição global

Além disso, a competição global para atrair estudantes internacionais talentosos cresceu. Vários países têm implementado estratégias de educação internacional e transnacional, aumentando a concorrência entre os principais destinos de estudo como Canadá, Austrália, Irlanda e Nova Zelândia. E os estudantes estão buscando “fugir do comum” ao escolher países menos populares, como Malta e África do Sul.
 

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