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Em 01/11/2019 18h23, atualizado em 04/11/2019 15h46

Atualidades Vestibular e Enem - outubro de 2019

Atualidades

Em outubro, noticiários destacaram o vazamento de óleo em praias do Nordeste, eleições na Argentina, desabamento de prédio em Fortaleza e outros assuntos. Por Adriano Lesme
Crédito da Foto: Adema/Governo de Sergipe
Crédito da Foto: Adema/Governo de Sergipe
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Outubro de 2019 foi marcado pelo vazamento de óleo em praias no Nordeste e manifestações em diversos países, como no Chile. Também foi o mês de anúncio dos vencedores do Prêmio Nobel.

Separamos as principais notícias do Brasil e do mundo que saíram em outubro. Todos os assuntos contém links para notícias de portais como o UOL, Folha, BBC, Veja e G1. Clique para saber mais detalhes.

Vazamento de óleo no Nordeste

Inúmeras manchas de óleo apareceram em cerca de 250 praias do Nordeste em setembro e outubro. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), mais de 1000 toneladas de óleo já foram retiradas das praias. Até a própria população dos municípios atingidos ajudaram na retirada de forma voluntária. O comércio local e pescadores estão tendo prejuízo.

O Ibama também afirmou que o vazamento de óleo é o maior acidente ambiental em extensão da história do país. Dezenas de animais foram encontrados mortos ou cobertos de óleo e mais de 2 mil filhotes de tartaruga foram capturados para serem soltos em outros lugares. Especialistas neste tipo de acidente ambiental dizem que a recuperação das praias pode levar décadas.

O Governo Federal foi criticado por ambientalistas, ONGs e pelo Ministério Público Federal (MPF) que, segundo eles, pouco fez para conter o vazamento e limpar as praias. Manifestantes do Greenpeace fizeram um protesto na frente do Palácio do Planalto e criticaram o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (NOVO). Salles chegou a sugerir que o Greenpeace fosse o responsável pelo vazamento. A ONG afirmou que entrará na Justiça contra o ministro.

No primeiro dia de novembro, a Polícia Federal divulgou que o principal suspeito do vazamento é um navio grego Boubolina. A embarcação atracou na Venezuela no dia 15 de julho, carregou-se com 1 milhão de barris de petróleo e seguiu rumo a África do Sul. O vazamento deve ter acontecido entre os dias 28 e 29 de julho, a cerca de 700 Km da costa brasileira, em águas internacionais. 

Protestos pelo mundo

Chile

O Chile vive momentos tensos desde que o Governo anunciou aumento no preço das passagens do metrô na capital Santiago, no começo de outubro. As manifestações contra o aumento da tarifa ganharam outras pautas, como custo de serviços de saúde, e se espalharam por mais cidades chilenas. 

Os protestos tornaram-se violentos e o Governo reagiu decretando toque de recolher e colocando policiais e o exército nas ruas. Houve confrontos e 20 pessoas morreram. O presidente chileno Sebástian Piñera acabou recuando, cancelou o aumento da tarifa do metrô e pediu a renúncia de todos os ministros. Também por conta dos protestos, o Chile desistiu de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25), programada para dezembro.

Especialistas apontam que os protestos no Chile têm origem na privatização de serviços e no sistema de previdência. Atualmente, 80% dos idosos chilenos vivem com menos de um salário mínimo. Boa parte da população também não consegue pagar por bons serviços de saúde e educação. No Chile, até as universidades públicas são pagas.

Protestos em Santiago
Chilenos protestam em Santiago
Crédito: Antillanca / Shutterstock.com

Equador

O aumento dos preços, dessa vez dos combustíveis, também desencadeou uma série de protestos no Equador. O presidente Lenín Moreno cortou o subsídio dos combustíveis para que o país recebesse um crédito do Fundo Monetário Internacional (FMI). A dívida econômica do Equador chega a 36% do seu Produto Interno Produto (PIB). No Brasil, a dívida é de quase 80% do PIB.

Assim como no Chile, o aumento foi só um gatilho para os protestos. Parte dos equatorianos está insatisfeita com medidas liberais de Moreno, que foi eleito com o apoio do ex-presidente Rafael Correa, ligado à esquerda. Moreno e Correa romperam relações e o atual presidente acusa o ex de tentar tirá-lo do poder. Nos protestos, cinco pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

Catalunha

A condenação de nove líderes que defendem a Independência da Catalunha provocou manifestações na Espanha. Houve o bloqueio de ruas e do principal aeroporto de Barcelona. Manifestantes mais exaltados colocaram fogo em carros e árvores. No final do mês, catalães que são contra a separação fizeram uma manifestação pacífica contra os protestos.

Entenda a questão da Catalunha

Líbano

Uma onda de protestos no Líbano causou a renúncia do primeiro-ministro Saad Hariri. As manifestações começaram depois que o governo anunciou a taxação de chamadas feitas pelo Whatsapp, mas isso foi o estopim de uma insatisfação que passa por corrupção na política e crise econômica. Durante os protestos e por apoiar Hariri, o grupo fundamentalista xiita Hezbollah, considerado terrorista por alguns países, reagiu com violência contra os manifestantes. 

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Hong Kong

Desde junho, milhares de pessoas protestam em Hong Kong contra projeto de lei que previa que pessoas acusadas de crimes contra a China continental poderiam ser extraditadas. O projeto, segundo críticos, abre brecha para o governo chinês perseguir opositores. Em outubro, pela primeira vez desde o início dos protestos a polícia atirou contra um manifestante.

Haiti

Haitianos pedem a renúncia do presidente Jovenel Moise. Em algumas cidades, manifestantes queimaram sedes de órgãos públicos, fecharam ruas e promoveram greve. O Haiti vive uma profunda crise econômica.

Eleições

Argentina

Alberto Fernández derrotou no primeiro turno o atual presidente Maurício Macri nas eleições na Argentina. Tendo como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, derrotada por Macri há quatro anos, Fernández foi eleito com 48% dos votos. O atual presidente teve 40% dos votos. Macri herdou a Argentina com a promessa de recuperar a economia, que vinha mal depois do governo de Cristina, mas suas medidas liberais não funcionaram e a crise se acentuou.

Alberto Fernandéz
Alberto Fernandéz foi eleito presidente da Argentina
Crédito: Matias Baglietto / Shutterstock.com

Bolívia

O atual presidente da Bolívia, Evo Morales, foi reeleito em primeiro turno em disputa com Carlos Mesa. No entanto, Mesa e outros adversários políticos denunciaram uma fraude no sistema de contagem de votos do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia. Manifestantes antigoverno também protestam em várias cidades, com bloqueio de ruas, explosões, greves e panelaço. Apoiadores de Morales reagiram e também foram as ruas, causando um clima de tensão no país.

Por conta das manifestações e da denúncia de fraude, a votação para presidente passará por uma auditoria. Evo Morales governa a Bolívia desde 2006 e, caso seja confirmada a vitória, irá para o seu quarto mandato consecutivo. 

Canadá

O Partido Liberal foi reeleito no Canadá ao vencer o Partido Conservador. Com isso, Justin Trudeau segue como primeiro-ministro. Apesar da vitória, os liberais perderam a maioria absoluta na Casa dos Comuns (Câmara dos Deputados). Trudeau é considerado um líder progressista, apoiador das causas LGBT e feminista. Ele também implantou uma política de acolhimento de imigrantes e refugiados, algo oposto ao praticado pelo líder vizinho Donald Trump.

Prêmios Nobel

Medicina

Os americanos William Kaelin e Gregg Semenza e o britânico Peter Ratcliffe ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por suas pesquisas sobre a adaptação das células aos níveis variáveis de oxigênio. A pesquisa ajuda vai ajudar a entender, por exemplo, como se comportam as células cancerígenas.

Física

O Prêmio Nobel de Física foi dado ao canadense James Peebles e aos suíços Michel Mayor e Didier Queloz. Peeble ganhou o prêmio por ajudar a montar a teoria de como teria surgido e evoluído o Universo. Já os suíços ganharam pela descoberta do primeiro exoplaneta orbitando uma estrela solar.

Química

O desenvolvimento de baterias de íons de lítio rendeu o Prêmio Nobel de Química aos cientistas John B. Goodenough, M.Stanley Whittingham e Akira Yoshino. A nova bateria pode armazenar quantidade significativa de energia, podendo ser usada em celulares e automóveis elétricos. Goodenough, de 97 anos, se tornou a pessoa mais velha a ganhar um Nobel.

Literatura

Devido ao cancelamento do Prêmio Nobel de Literatura de 2018, este ano duas pessoas foram laureadas: a polonesa Olga Tokarczuk, vencedora pelo ano de 2018, e o austríaco Peter Handke, por 2019. Olga é autora de romances premiados e conhecida por abordar temas como feminismo e vegetarianismo. Peter é considerado um dos mais influentes escritores da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

Paz

Abiy Ahmed Ali, primeiro-ministro da Etiópia, ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação para alcançar a paz no conflito entre seu país e a vizinha Eritreia. Os dois países travaram uma guerra no final da década de 90 e até 2018 tinham uma relação hostil. Abiy desbancou nomes como a jovem ativista ambientalista Greta Thunberg e o líder indígena brasileiro Raoni Metuktire.

Economia

Por fim, o Prêmio Nobel de Economia foi dado ao trio Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer por “sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global”. Os estudos mostraram que a pobreza vai além da falta de recursos, passando também pelo acesso à educação, limitações nas condições de saúde, exclusão social e financeira, entre outros.

Ciência

Médicos da Universidade de São Paulo (USP) trataram com sucesso um paciente com câncer terminal utilizando células T alteradas em laboratório. A técnica já foi usada nos Estados Unidos, mas pela primeira vez foi utilizada na América Latina. O resultado desse tratamento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018 ao americano James Allison e ao japonês Tasuku Honjo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriram um composto que economiza até 75% da energia de telas de celulares e TVs. O responsável pela economia é um composto químico à base de moléculas ligadas ao cádmio.

Tufão no Japão

Tufão Hagibis
Governo e imprensa alertaram moradores para o tufão

O Tufão Habigis causou mortes e destruição no Japão. O ciclone tropical matou ao menos 80 pessoas, alagou cidades e destruiu casas. O prejuízo passa dos 900 milhões de dólares. O tufão é o mais forte a atingir o Japão desde 1958, com ventos que chegaram aos 200 Km/h.

Prédio desaba em Fortaleza

Um prédio residencial desabou em Fortaleza na manhã do dia 15 de outubro, vitimando nove pessoas. O prédio foi construído de maneira irregular, em 1995, e antes do desabamento passava por obras em sua estrutura. O desabamento alerta para os riscos de construções irregulares.

Política

Reforma previdência

O texto base da Reforma da Previdência foi aprovado em segundo turno no Senado e agora segue para ser promulgada pelo Congresso Nacional para entrar em vigor. A reforma aprovada deve gerar uma economia de R$ 800 bilhões em dez anos. A meta inicial do Governo era economizar R$ 1 trilhão em dez anos.

Aumento da desigualdade

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a desigualdade de renda aumentou em 2018. A desigualdade aumenta desde 2014. De 2017 para 2018 a renda dos mais pobres caiu mais de 3% e a dos mais ricos aumentou mais de 8%. O estudo também mostrou que 40% de toda a renda do país está nas mãos de apenas 10% da população.

OCDE

O governo dos Estados Unidos recusou a solicitação do Brasil para fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma organização internacional com 36 países com o objetivo de coordenar políticas econômicas. Em março, quando o presidente Jair Bolsonaro visitou os Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump havia sinalizado um apoio. No lugar do Brasil, os Estados Unidos apoiaram a Romênia e a Argentina.

Caso Marielle

No final de outubro, o Jornal Nacional divulgou que o porteiro do condomínio onde morava um dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco disse, em depoimento, que o motorista do carro usado no crime teria dado o número da casa que pertence ao presidente Jair Bolsonaro como o destino da visita. O porteiro, inclusive, afirmou que uma pessoa se identificou como “Seu Jair” e autorizou a entrada. No entanto, as câmeras mostram que o carro foi direto para a casa do suspeito de ser o executor de Marielle, o sargento aposentado da Polícia Militar (PM) Ronnie Lessa.

O presidente Jair Bolsonaro negou participação no crime e acusou a Rede Globo e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de tentar incriminá-lo. No dia do assassinato de Marielle, Bolsonaro estava em Brasília e não em seu condomínio no Rio de Janeiro. O Ministério Público no Rio de Janeiro (MP-RJ) disse que o porteiro mentiu e que as gravações mostram que a ligação foi feita para a casa de Ronnie Lessa.

Recentemente, a Folha de São Paulo mostrou que a perícia do sistema de gravação da portaria ignorou eventuais alterações. O próprio presidente Bolsonaro afirmou que pegou as gravações antes da perícia, o que seria crime de obstrução de justiça. O The Intercept revelou também que uma das promotoras de Justiça do MP declarou apoio a Jair Bolsonaro e ao deputado que quebrou uma placa em homenagem a Marielle, durante as eleições de 2018. Depois da repercussão, ela se afastou do caso

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