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Em 11/01/2022 11h12 , atualizado em 11/01/2022 11h55

Unicamp trouxe 2ª fase mais difícil no Vestibular 2022

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Professores consideraram o nível de exigência desta edição maior do que a avaliação de 2021. Por Lorraine Vilela Campos
Provas foram realizadas em 9 e 10 de janeiro
Provas foram realizadas em 9 e 10 de janeiro
Crédito da Imagem: Comvest/Unicamp
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A segunda fase do Vestibular 2022 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) chegou ao fim com abstenção geral de 13,5%, ausência acima dos 8,6% registrados no ano passado. A etapa foi composta por provas discursivas, as quais foram realizadas em 9 e 10 de janeiro. 

No último domingo (9), as provas foram compostas por Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Redação. Ontem (10), os candidatos contaram com provas de matemática e interdisciplinares de ciências humanas e ciências da natureza, além das questões de disciplinas específicas aos cursos escolhidos. 

Candidatos aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança farão, ainda, provas de habilidades específicas de 13 a 15 de janeiro de 2022, apenas em Campinas/SP. 

Provas mais difíceis

Professores consideraram a segunda etapa do Vestibular 2022 da Unicamp mais difícil do que as provas de 2021, com exceção em Biologia que se mostrou mais fácil. Para Daniel Cecílio, diretor pedagógico do Pré-Vestibular Oficina do Estudante, a etapa foi pensada para privilegiar realmente os candidatos que melhor se prepararam. 

Juliana Guide, professora de Humanidades do Oficina do Estudante, destaca que as provas de 2022 mostraram bem o padrão da Unicamp de favorecer o candidato que saiba fazer boa interpretação crítica de texto e também de imagem, já que as informações dos enunciados são cruciais para a resolução das questões. 

Parte bastante aguardada da segunda fase, a redação da Unicamp trouxe duas possibilidade para os candidatos:

  • Proposta 1: o candidato deveria escrever um post para rede social, o chamado "textão", do ponto de vista de influenciador digital de 15 anos para falar sobre a superexposição na internet e suas consequências. 
  • Proposta 2: o candidato precisaria escrever um manifesto para ser lido na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O ponto de vista seria de um estudante universitário que teve sua iniciação científica prejudicada pelo corte de verbas do Governo Federal. 

De acordo com o professor Milton Costa, a Unicamp ofereceu bastante subsídio nas coletâneas das duas propostas e as situações apresentadas são temas trabalhados com os vestibulandos em sala de aula. 

Estimulando o senso crítico do candidatos, a Unicamp trouxe na prova de Inglês temas como genocídio e interrupção de gravidez e complicações congênitas. Para o professor Márcio Pantoja, a escolha dos textos foi muito bem feita. 

Sobre a parte de Língua Portuguesa, Milton considera que a escolha da leitura obrigatória fez com que a prova se torna-se ainda mais difícil. "Uma das obras seria capaz de elevar sozinha o nível de dificuldade da prova, sobretudo se comparada à edição anterior, de 2021: apesar de poder ser lido em apenas 25 minutos, o conto “Seminário dos Ratos” exige interpretações cuidadosas, ainda que a questão tenha sido de nível médio", destaca. 

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Em Geografia, o professor Renato Piton ressalta que o nível de dificuldade foi mais alto por apresentar assuntos não tão comuns ao cotidiano escolar, como saber em quais estados está localizada a tribo Ianomâmi. Sem polêmicas, a prova se mostrou atualizada e bem contextualizada. 

A prova de História cobrou temas tradicionais e teve uma distribuição equilibrada. Segundo o professor Felipe da Costa Mello, o destaque ficou para assuntos sobre escravidão. 

Em Matemática, o professor Rodrigo do Carmo considera que a prova foi exigente, difícil e trabalhosa no contexto de um segundo dia de avaliações. "É de se lamentar a falta de questões sobre: Geometria Plana, Matriz, Determinantes e Sistemas Lineares, Combinatória e Probabilidade, assuntos clássicos da segunda fase da Unicamp", ressalta.

Para o professor Marco Formis, a prova de Química foi bem feita, exigiu interpretação gráficos e cartoons, além de contar com bons textos e assuntos comumente abordados em sala: ons textos, os assuntos contidos são interessantes e comumente abordados em aula, tais como química verde,
variação de pH, separação de materiais, eletroquímica.

Física também seguiu a linha de prova bem elaborada e exigente, segundo o professor Arnaldo Bom Nobre. "Causou estranhamento a ausência de temas como óptica e termologia, bem comuns e importantes em termos dessa banca", afirma. Na opinião do educador, houve um certo exagero em conteúdos de dinâmica newtoniana e impulsiva. Também estiveram presentes temas como cinemática; eletricidade; dinâmica - força restante, energia, trabalho e impulso; estática/hidrostática. 

Considera mais fácil que no ano anterior, a prova de Biologia se manteve atual ao abordar temas como veiculação de fake news sobre a vacinação e o SARS-Cov-2. Também caíram assuntos como fisiologia vegetal, genética e parasitoses como a malária. " Mais uma vez a Unicamp se mostrou extremamente competente e atual, sendo capaz de criar questões que exploram ao máximo diversas habilidades dos vestibulandos", ressalta o professor Marcelo Perrenoud. 

Resultado e Vagas

A Unicamp divulgará o resultado do Vestibular em 14 de fevereiro. As matrículas serão feitas entre os dias 15 e 17 seguintes. Outras chamadas estão previstas para 21 e 25 de fevereiro; 8, 11, 18, 23, 28 e 30 de março. 

A Unicamp oferece 2.540 vagas no Vestibular 2022. A universidade adota cotas étnico-raciais para estudantes que se declarem pretos e pardos. De acordo com o edital, a reserva mínima é de 15% das vagas regulares de cada curso para tais candidatos ou, ainda, até 27,2% das oportunidades se forem constatados vestibulandos cotistas que atendam aos critérios de nota mínima. 

Mais informações pelo site da Unicamp e no Manual do Candidato.

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