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Em 03/12/2007 01h40 , atualizado em 01/04/2021 18h45

Engenharia de Alimentos

Guia de Profissões

Engenheiros de alimentos têm a responsabilidade de garantir a segurança dos processos de produção em setores da indústria alimentícia. Por Giullya Franco
Profissionais se preocupam com processos que garantem a qualidade dos alimentos
Profissionais se preocupam com processos que garantem a qualidade dos alimentos
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Todas as grandes empresas do ramo alimentício possuem a necessidade de ter em seu quadro de trabalhadores os engenheiros de alimentos. Os profissionais que são especializados nesta área conhecem as principais técnicas para garantir um processo saudável e de conservação dos alimentos em uma indústria.

O engenheiro de alimentos é quem supervisiona as etapas de produção de um alimento desde a sua fase inicial até a distribuição. O profissional também está apto a desenvolver embalagens para os produtos, planejar processos de produção e até mesmo criar novos tipos de alimentos.

Durante os anos de formação, esses engenheiros estudam diversos ramos, como nutrição, economia e, até mesmo, transporte. Além disso, têm conhecimentos sobre processos químicos e físicos, o que amplia seus campos de atuação.

Mesmo as indústrias alimentícias sendo conhecidas como seu principal local de trabalho, os engenheiros de alimentos também encontram espaço em laboratórios para análise de alimentos, indústrias de produção de ração animal, redes de supermercado, panificadoras e frigoríficos, usinas de produção de álcool e muitos outros.

Curso

A formação no curso de Engenharia de Alimentos tem duração de cinco anos. O bacharelado é oferecido tanto na forma presencial quanto na modalidade de ensino a distância (EaD). No entanto, existem apenas quatro cursos de Engenharia de Alimentos a distância, todos eles de faculdades particulares.

A grade curricular da graduação em Engenharia de Alimentos é extensa, dando ao futuro profissional um conhecimento amplo dos processos de produção, conservação e distribuição de produtos alimentícios.

Conheça também o curso Técnico em Alimentos

O início do curso é formando por disciplinas básicas, como as que envolvem Cálculo, Química, Física e Biologia. As disciplinas específicas do curso surgem a partir do terceiro ano (5º semestre).

Grade curricular (disciplinas)

1º ano
Cálculo
Química Orgânica Aplicada
Biologia Celular e de Tecidos
Fundamentos de Química
Introdução à Engenharia de Alimentos
Desenho Técnico Industrial
Geometria e Álgebra Linear
Física
Estatística Básica
Química Analítica
Fundamentos de Engenharia de Alimentos

2º ano
Cálculo Aplicado a Engenharia
Estatística Experimental
Microbiologia
Bioquímica Geral
Programação de Computadores
Termodinâmica
Mecânica
Bioquímica de Alimentos
Microbiologia de Alimentos
Fenômenos de Transporte

3º ano
Resistência dos Materiais
Eletrotécnica e Instalações Elétricas
Físico-Química
Matérias-Primas para Alimentos
Operações Unitárias
Tecnologia de Produtos Lácteos
Nutrição Básica
Tecnologia de Grãos e Farinhas
Cinética de Processamentos Químicos e Bioquímicos
Processamento de Frutos e Hortaliças
Laboratório de Tecnologia de Produtos Lácteos

4º ano
Análises de Alimentos
Tecnologia de Carne e Pescado
Engenharia Bioquímica
Laboratório de Processamento de Frutos e Hortaliças
Administração e Gestão de Indústrias de Alimentos
Fundamentos Econômicos e Sociais
Análise Sensorial
Higiene em Indústria de Alimentos
Laboratório de Operações Unitárias e Fenômenos de Transporte
Refrigeração
Tecnologia de Panificação e Massas
Laboratório de Engenharia Bioquímica

5º ano
Tecnologia de Produção de Bebidas
Controle de Qualidade e Inspeção de Alimentos
Instalações Industriais de Alimentos
Embalagens para Alimentos
Laboratório de Tecnologia de Panificação e Massas
TCC

Estágio

O estágio curricular supervisionado é obrigatório para o curso de Engenharia de Alimentos. No último ano da graduação, o estudante deve desenvolver atividades em indústrias alimentícias ou outros locais que permitem colocar em prática o que aprendeu durante os anos de faculdade. A experiência no estágio conta muito para a inserção do engenheiro de alimentos no mercado de trabalho. 

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Mercado de Trabalho

Como explicamos, as indústrias alimentícias são as principais contratantes do engenheiro de alimentos. Porém, ele também pode atuar em órgãos públicos com fiscalização e inspeção, empresas de consultoria e na venda de produtos e insumos para as indústrias alimentícias. Uma outra possibilidade é seguir a carreira acadêmica, como pesquisador e professor.

Veja algumas áreas de atuação do profissional:

Automação de processos

Geralmente, são os profissionais que conhecem o funcionamento das máquinas de produção e conservação dos alimentos. Eles cuidam da parte de planejamento dos processos que vão envolver o produto alimentício com as máquinas industriais ou com outras ferramentas necessárias.

Controle de qualidade

É muito importante que haja cuidado com os alimentos para que seu consumo não seja prejudicial a ninguém. Quem fica responsável pela qualidade do alimento deve verificar as formas para conservá-lo e ter um padrão que não permita que os produtos estraguem ou cheguem ao seu destino final sem qualidade.

Consultoria

Tanto trabalhando por uma empresa ou tendo uma empresa própria, os consultores podem atuar em diversas áreas da Engenharia de Alimentos para prestar serviços às empresas que necessitam dos conhecimentos deste profissional.

Pesquisa e desenvolvimento

São para os engenheiros que gostam de novidades e costumam ser criativos. Desenvolvem novos produtos, como embalagens, composições e alimentos novos sempre atentos às maiores exigências do mercado.

Gestão de resíduos

A indústria alimentícia também gera muitos resíduos e a principal função de quem cuida desta área é pensar nas melhores formas de reaproveitamento da matéria. Quando não existe essa possibilidade, o descarte deve ser feito de maneira responsável para evitar danos ao meio ambiente.

Salário Base

A Lei N.º 4.950-A, de 22 de abril de 1966, estabeleceu um salário mínimo base para os profissionais de Engenharia. Para o trabalho dos engenheiros com até seis horas diárias de serviço, o piso é de seis vezes o salário-mínimo nacional. Em 2021, esse valor representa R$ 6.600.

No entanto, algumas empresas acabam não registrando seus funcionários como engenheiros de alimentos e, por isso, a média salarial é abaixo do que diz a legislação. 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) não exige a filiação do profissional e, com isso, as empresas contratam o engenheiro de alimentos recém-formado com cargos como gerente de processos, gestor de qualidade, entre outros, e acabam não pagando o piso imposto por lei.

Com isso, de acordo com a agência Catho, a média salarial de um Engenheiro de Alimentos no país é de R$ 3,2 mil.

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