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Em 20/10/2021 12h11 , atualizado em 20/10/2021 14h23

Pelo direito à igualdade de gênero: meninas são as que mais sofrem com fechamentos de escolas

Blog do Vestibular

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Levantamento da UNESCO mostrou que população feminina foi a mais impactada com restrições da pandemia de Covid-19. Por Lorraine Vilela Campos
Meninas foram as mais impactadas com o fechamento das escolas por causa da pandemia
Meninas foram as mais impactadas com o fechamento das escolas por causa da pandemia
Crédito da Imagem: shutterstock
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Meninas e mulheres foram as mais afetadas pelo fechamento das escolas por causa da pandemia de Covid-19. O estudo mundial When schools shut (Quando as escolas fecham) foi divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 11 de outubro, Dia Internacional das Meninas, como forma de expor o impacto de gênero na aprendizagem, na saúde e no bem-estar. 

Com impacto maior ainda em populações mais pobres e com menor grau de instrução, o fechamento de escolas na pandemia sobrecarregou mais meninas e mulheres com afazeres domésticos, distanciou jovens de políticas de saúde e planejamento familiar, além de impactar para um aumento nos casamentos infantis. 

Veja também: Malala - A importância da jovem paquistanesa na luta pela educação de mulheres

O levantamento da UNESCO reforça o que já era verificado por diferentes entidades também no Brasil. A ausência da rotina escolar presencial deixou crianças e adolescentes, principalmente a população feminina, mais suscetíveis aos abusos sexuais e psicológicos dentro de suas próprias casas. A escola tem papel muito importante em identificar sinais de violência em estudantes e prestar o auxílio necessário, o que infelizmente a educação a distância (EaD) não supriu. 

Retomada do totalitarismo

Não bastasse o fechamento das escolas, as perdas de vidas causadas pela Covid-19 e o desemprego gerado pela pandemia, o mundo presenciou a volta do Talibã ao poder no Afeganistão. A retomada do totalitarismo do grupo que interpreta de forma equivocada os preceitos da fé islãmica é algo que coloca em risco a vida da população afegã, em especial meninas e mulheres. 

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A população feminina de países tomados pelo Talibã e seus similares é a que mais sofre. E não, não se trata de "mimimi", "feminismo barato" ou coisa que muitas pessoas insistem em dizer. Os regimes totalitários que distorcem as leis islâmicas tendem a impedir que mulheres frequentem escolas, andem desacompanhadas de homens de suas famílias nas ruas e que tenham seu próprio trabalho. 

Um exemplo mundialmente conhecido é Malala Yousafzai, paquistanesa que foi baleada por "desafiar o Talibã" por frequentar a escola. A jovem se tornou ativista pelo direito de meninas e mulheres à educação e teme pelo que a volta do grupo ao poder no Afeganistão possa fazer com a população feminina local. 

Insegurança Alimentar

Outro fator que cresceu na pandemia é a chamada "Insegurança Alimentar", termo que nada mais é do que um nome adotado nas últimas décadas para se referir à fome e a desnutrição. Em evento recente na ONU, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, ressaltou que mulheres e meninas são as mais vulneráveis à fome

Segundo o representante da ONU, a população feminina em extrema pobreza costuma tomar as medidas mais desesperadas para alimentar suas famílias, o que incluiu troca de sexo por comida e casamento infantil, principalmente em zonas de Guerra como a Síria. 

Até quando teremos que ver estudos, notícias e afins ressaltando dados tristes sobre a forma como as mulheres são tratadas? É preciso falar sobre desigualdade de gênero e a seus impactos na sociedade. Educação, saúde, alimentação, segurança são direitos humanos básicos que devem ser inerentes a todos e todas! 

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