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Em 11/01/2019 12h14, atualizado em 11/01/2019 17h28

Maternidade: como conciliar os estudos e a gravidez

Blog da Redação

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Desafiador, mas não impossível. Gestantes precisam de muita força de vontade e organização para conciliarem a gestação e os estudos. Por Érica Caetano
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A gravidez é uma fase transformadora na vida de qualquer mulher. Não há como passar por ela e continuar sendo a mesma pessoa. É um período de mudanças físicas e mentais, que trazem junto um mix de sensações: alegria, euforia, amor, medo, insegurança, dentre outros.

Por causar mudanças bruscas na vida da mulher, criou-se a ideia que esse grande passo só poderia ser dados de forma consciente e planejada. Mas sabemos que nem sempre isso acontece, e que gestações não planejadas ou em momentos vistos como não oportunos ocorrem corriqueiramente, seja perto de nós ou não.

Quando a mãe ainda não concluiu os estudos, seja no Ensino Médio ou na faculdade, além do susto inicial de saber que será mamãe, muitas acreditam que não será mais possível continuar a estudar devido a todo processo em que a gravidez e o bebê envolvem.

Veja também: Gravidez na Adolescência

Apesar de se tornar mais difícil e cansativo, a estudante gestante pode sim dar continuidade aos seus estudos normalmente durante os 9 meses de gravidez. Até passar o primeiro trimestre da gestação, pode ser que seja mais difícil acompanhar as aulas, já que neste período é comum que a gestante passe por enjoos, azias e muita sonolência. Mas a tendência é que estes sintomas diminuam ou passem completamente ao final do terceiro mês de gravidez. 

São raros os casos em que grávidas passaram os 9 meses de gravidez com enjoos. E caso isso ocorra, existem medicamentos que podem ser prescritos pelo obstetra para amenizar os sintomas. Assim, as aulas poderão continuar sendo assistidas normalmente.

Resguardadas pela Lei

De acordo com a Lei 6.202, de abril de 1975, as estudantes podem continuar estudando normalmente durante a gravidez e, a partir do oitavo mês, terão direito a quatro meses de licença-maternidade. Contudo, é preciso que a gestante apresente atestado médio para se ausentar das aulas sem prejuízo.

Durante esse período de licença, não é preciso se deslocar até a escola ou universidade por conta de trabalhos ou provas. Estes poderão ser feitos em casa.

No caso de universidades, quando esta é particular, existem duas opções bastante utilizadas pelas mães: tirar a licença, continuar pagando as mensalidades normalmente e tentar estudar, fazendo os trabalhos em casa; ou trancar faculdade por um tempo, já que a chegada de um bebê também traz novos gastos, o que pode pesar no orçamento. 

Esta é uma decisão que depende muito do caso em específico. O que vale lembrar é que com ajuda e paciência e possível sim conseguir estudar e cuidar da gravidez até ter o seu bebê.

Vestibular e Enem

Caso a gestante queira prestar vestibular e até mesmo participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é possível realizá-los tendo atendimento especial, desde que sinalize no ato da inscrição do certame que necessita deste.

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Nestes casos, a grávida poderá utilizar mobiliário acessível, apropriado à sua condição. Também poderá se ausentar para ir ao banheiro quantas vezes julgar necessário, desde que acompanhada por um fiscal de prova. Este último independente da solicitação de atendimento especial.

Momento desafiador

Sem sombra de dúvidas, a jornada da estudante gestante é mais cansativa e desgastante do que de uma estudante que não esteja nesta condição. Mas com força de vontade e apoio é possível conseguir passar por esta fase. Para ajudar, preste bastante atenção na alimentação e inicie o pré-natal assim que confirme a gravidez. 

Também tente estreitar laços com professores e coordenadores, colocando-os a par da sua condição e das dificuldades que possa vir a ter, visando chegarem a um consenso das melhores alternativas a serem feitas, inclusive durante o período em que estiver de licença.

Pode ser que seja necessário se ausentar alguns dias das aulas por conta de consultas ou até mesmo devido a mal-estar e cansaço. Quando isso acontecer, peça ajuda a colegas e professores para acompanhar o que perdeu.

Quando o desespero bater e achar que não vai conseguir ir adiante, pense no dia seguinte e que as coisas serão melhores do que o dia anterior. Não tome nenhuma decisão sem pensar muito bem. 

Tente se programar de uma forma que no primeiro mês com o bebê você precise se dedicar aos estudos o mínimo possível, já que estará aprendendo a ser mãe. Esse tempo também é importante para a recuperação emocional. A maternidade é uma bomba de hormônios e é fácil irmos do riso ao choro, da alegria ao desespero em fração de segundos.

Ao mesmo tempo, não se afaste totalmente do mundo escolar ou universitário, mesmo durante a licença tente manter contato com os amigos e colegas para saber como estão as coisas, avise quando o bebê nascer e o leve um dia à aula para mostrar aos colegas e professores. 

Não ficar tão isolada num mundo de fraldas, combate o estresse tão comum no pós-parto e tira a sensação de que não vai conseguir acompanhar a classe quando voltar.

E no retorno, algumas escolas e faculdades contam com certa infraestrutura para alunas com bebês, como creche ou espaço para amamentar. No início pode parecer que não vai dar certo, mas com o tempo as coisas entram nos eixos (ou quase) novamente. 

A maternidade é única, mesmo com suas dores e dissabores. Mas isto só vivendo mesmo para saber.

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