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Em 08/09/2021 17h50 , atualizado em 08/09/2021 18h28

Dia Mundial da Alfabetização 2021: reflexões e números

Blog do Vestibular

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Aproveitando a data, analisamos como está o processo de alfabetização de crianças durante a pandemia do coronavírus e como esse etapa pode melhorar Por Silvia Tancredi
Uso de máscara e álcool gel pelas crianças é obrigatório nas escolas
Uso de máscara e álcool gel pelas crianças é obrigatório nas escolas
Crédito da Imagem: Shutterstock
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Comemora-se hoje, 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi criada em 1967 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para levantar discussões e debates acerca da importância da alfabetização para o desenvolvimento social e econômico mundial.

Saiba a história do Dia Mundial da Alfabetização

Aprender a ler e a escrever é base para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Além disso, ao ser alfabetizado, o homem pode ampliar suas possibilidades econômicas, se profissionalizar e conseguir alcançar melhores postos de emprego. 

Normalmente, as crianças começam a ser alfabetizadas entre os seis e oito anos, quando estão cursando o primeiro ano do ensino fundamental. Especialistas indicam que, nessa faixa etária, a criança já conta com as habilidades cognitivas necessárias para ler e para escrever.

Cenário brasileiro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou que o Brasil conta, atualmente, com 213,3 milhões de habitantes. Mas, levantamento da Unesco aponta que, desse total, mais de 12 milhões são analfabetos, sendo a maioria com idade acima de 15 anos.

Outra pesquisa apresenta que a taxa de analfabetos no Brasil tem caído, mas ainda está em 6,6%. A expectativa do Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, é que essa taxa seja zerada até 2024.

Pandemia

Pesquisa divulgada pela Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil apresentou que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no país aumentou na pandemia do coronavírus. 

Conforme a Unicef, em 2019 havia 1,1 milhão de jovens sem acesso as escolas. Já em 2020, durante a pandemia, o número passou a ser de 5,1 milhões. O órgão mostrou que, desse total, 41% estão em idade de alfabetização.  

Assim como em outras etapas da educação, no Brasil o ensino presencial dos estudantes em fase de alfabetização foi suspenso na pandemia e a maioria das escolas adotou o ensino pela internet. No geral, a alfabetização de grande parte das crianças ficou comprometida, uma vez que, nessa etapa de ensino básico, é fundamental o apoio dos professores in loco. Além disso, a interação se faz necessária para o êxito da alfabetização.

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Crianças cujas famílias são desprovidas de recursos financeiros se viram ainda mais prejudicadas na fase da alfabetização. Afinal, nem sempre suas escolas oferecem aulas pela internet. Também em razão da falta de recursos, alguns pais não têm computadores ou aparelhos com internet para que os jovens possam estudar.

Leia também: Dia Internacional da Educação e reflexões sobre ensino durante a pandemia do coronavírus

A pandemia trouxe como consequência a alfabetização de forma insegura; afinal, pela falta de experiência em aprender por meio de aulas via Ensino a Distância algumas crianças não conseguem ler e escrever de forma adequada. A situação é preocupante, pois sabemos que uma alfabetização capenga confere sequelas aos jovens durante toda sua vida na escola e até no âmbito profissional.

Com o aumento da vacinação, aos poucos as escolas têm retomado as aulas presenciais ou no formato híbrido, ou seja, parte presencial, parte a distância. Nesse momento de retorno, acreditamos que as crianças precisam, mais do que nunca, de atenção e de paciência. Além, é claro, de uso obrigatório de máscara de proteção e álcool gel.

Como melhorar a alfabetização durante a pandemia

Pensamos que algumas medidas podem ser tomadas para melhorar o cenário da alfabetização brasileira durante a pandemia:

-Investimento de recursos tecnológicos para o campo da educação brasileira, focando especialmente na etapa de alfabetização;

-Apoio dos pais de forma essencial, os quais podem adotar técnicas, como as defendidas no homeschooling, para auxiliar seus filhos a passarem pelo processo de alfabetização de forma menos dolorosa;

-Acolhimento dos professores às crianças, realizando atividades de reforço dinâmicas e atrativas para estimular a alfabetização da melhor forma neste momento;

-Análise de cada caso específico. Mesmo como reforço citado acima, acreditamos que a escola precisa avaliar se o aluno consegue, minimamente, se defender na leitura e na escrita considerada. Caso contrário, repetir o ano possa ser uma opção a ser considerada para minizar os danos no futuro.

Vale destacar que não só crianças tiveram a alfabetização prejudicada devido à pandemia. Conforme a Unesco, mais de 770 milhões de jovens e adultos no mundo tiveram suas habilidades de leitura e escrita afetadas.

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