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Em 13/10/2014 14h16, atualizado em 13/10/2014 14h34

Gramática no Enem

Enem

A Gramática no Enem é cobrada de maneira indireta em textos de diversos gêneros. Entre os tópicos mais frequentes, estão a semântica e as figuras de linguagem. Por Luana Castro Alves Perez
Entre os tópicos mais frequentes estão a colocação pronominal, figuras de linguagem e o aposto, sempre relacionados a textos de vários gêneros.
Entre os tópicos mais frequentes estão a colocação pronominal, figuras de linguagem e o aposto, sempre relacionados a textos de vários gêneros.
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Você já sabe como estudar para a prova de Linguagens e Códigos do Enem? Para ajudá-lo a alcançar uma boa pontuação no Exame, o Vestibular Brasil Escola traz uma dica que vai fazer toda a diferença quando você, enfim, estiver com a prova em mãos. Vamos lá?

O assunto hoje é Gramática no Enem. Já faz algum tempo que a abordagem sobre regras gramaticais nos vestibulares sofreu alterações consideráveis: antes, as questões surgiam de maneira descontextualizada, cobrava-se o mero conhecimento das normas; hoje a Gramática aparece inserida em textos de diferentes gêneros. Isso aconteceu porque mais do que conhecer as regras, o candidato deve saber aplicá-las e compreendê-las, e não apenas decorá-las.

No Enem, a Gramática está diluída em questões sobre interpretação de textos verbais ou não verbais. Questões envolvendo nomenclaturas sintáticas certamente não caem na avaliação de Linguagens e Códigos, basta analisar todas as provas do Enem desde sua implantação em 1998. Isso não quer dizer que você não precise estudar as regras da língua, mesmo porque conhecer a norma culta é indispensável na hora de escrever a redação. 

Entre os tópicos gramaticais mais frequentes estão as figuras de linguagem, pronomes, colocação pronominal, vocativo, aposto, artigo, conjunção, questões relacionadas com o novo acordo ortográfico e Gramática relacionada à semântica. Vamos ver alguns exemplos?

Exercícios com gabarito sobre Gramática no Enem

Questão 119, Enem 2013:

Charge em questão do Enem
Charge em questão do Enem

Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a)

a) emprego de uma oração adversativa, que orienta a quebra da expectativa ao final.
b) uso de conjunção aditiva, que cria uma relação de causa e efeito entre as ações.
c) retomada do substantivo "mãe", que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos.
d) utilização da forma pronominal "la", que reflete um tratamento formal do filho em relação à "mãe".
e) repetição da forma verbal "é", que reforça a relação de adição existente entre as orações.

Comentário da questão: O que gera humor nessa charge é justamente a quebra de expectativa introduzida por uma oração coordenada adversativa com a conjunção “mas”. A Gramática foi cobrada, mas não de um jeito burocrático ou convencional, é preciso que o candidato observe as implicações do uso da conjunção “mas” na construção de sentidos do efeito humorístico: no início da charge, o leitor depara-se com o conceito negativo da preguiça, como mãe de todos os vícios, e, de repente, é surpreendido pela sua aceitabilidade, em razão do respeito que a maternidade impõe aos seus filhos. 

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Resolução da questão: Alternativa “a”. 


Questão 111, Enem 2013:

Labaredas nas trevas
Fragmentos do diário secreto de
Teodor Konrad Nalecz Korzeniowski

20 DE JULHO [1912]
Peter Sumerville pede-me que escreva um artigo sobre Crane. Envio-lhe uma carta: “Acredite-me, prezado senhor, nenhum jornal ou revista se interessaria por qualquer coisa que eu, ou outra pessoa, escrevesse sobre Stephen Crane. Ririam da sugestão. [...] Dificilmente encontro alguém, agora, que saiba quem é Stephen Crane ou lembre-se de algo dele. Para os jovens escritores que estão surgindo ele simplesmente não existe.”

20 DE DEZEMBRO [1919]
Muito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal. Sou reconhecido como o maior escritor vivo da língua inglesa. Já se passaram dezenove anos desde que Crane morreu, mas eu não o esqueço. E parece que outros também não. The London Mercury resolveu celebrar os vinte e cinco anos de publicação de um livro que, segundo eles, foi “um fenômeno hoje esquecido” e me pediram um artigo.

FONSECA, R. Romance negro e outras histórias. São Paulo:
Companhia das Letras, 1992 (fragmento).

Na construção de textos literários, os autores recorrem com frequência a expressões metafóricas. Ao empregar o enunciado metafórico “Muito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal”, pretendeu-se estabelecer, entre os dois fragmentos do texto em questão, uma relação semântica de

a) causalidade, segundo a qual se relacionam as partes de um texto, em que uma contém a causa e a outra, a consequência.
b) temporalidade, segundo a qual se articulam as partes de um texto, situando no tempo o que é relatado nas partes em questão.
c) condicionalidade, segundo a qual se combinam duas partes de um texto, em que uma resulta ou depende de circunstâncias apresentadas na outra.
d) adversidade, segundo a qual se articulam duas partes de um texto em que uma apresenta uma orientação argumentativa distinta e oposta à outra.
e) finalidade, segundo a qual se articulam duas partes de um texto em que uma apresenta o meio, por exemplo, para uma ação e a outra, o desfecho da mesma.

Comentário da questão: O segundo texto situa-se à distância de sete anos do primeiro - anos em que, como registra esse texto, ocorreram mudanças seja na situação do autor, seja na do escritor comentado (Stephen Crane). A expressão metafórica em questão - “Muito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal” - refere-se à passagem do tempo. Na questão, é exigido que o candidato saiba relacionar a semântica da Gramática da Língua Portuguesa à construção de sentidos dos dois fragmentos do texto. 

Resolução da questão: Alternativa “b”.

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