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Em 28/05/2008 17h47, atualizado em 21/06/2016 14h43

Por que fazer o Enem?

Enem

Além de avaliar as competências adquiridas no Ensino Médio, o exame abre portas para a Educação Técnica e Superior. Por Rafael Batista
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Criado para avaliar o desempenho dos estudantes no final da educação básica, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi reformulado com o passar do tempo e hoje é uma importante ferramenta de seleção usada pelas universidades públicas e particulares. Do Enem derivam ainda alguns programas de bolsas e financiamento estudantil para universitários.

Atualmente, o Enem acontece em dois dias subsequentes, sábado e domingo, e é composto por 180 questões que avaliam quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. O estudante deve também realizar uma redação dissertativa.

SiSU

Um dos principais meios de ingressar em uma instituição de ensino superior federal é por meio do Sistema de Seleção Unificado (SiSU). As inscrições são abertas em janeiro, logo depois da divulgação do resultado do Enem, e também em junho. Para participar os interessados não podem ter zerado a redação. 

O processo seletivo é bem simples. Dentro do sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o candidato encontra a relação de instituições, cursos e ponto de corte em cada um deles. O estudante deve escolher dois cursos, sinalizando um deles com primeira opção.

Em alguns casos, podem ser adotados pesos diferentes para cada área avaliada pelo Enem, conforme o curso, e algumas universidades usam sistemas de bônus para os candidatos que residem na região onde está localizada a instituição. No SiSU também são reservadas vagas para cotistas, conforme determina a Lei de Cotas, no caso das instituições federais, e leis estaduais, em universidades estaduais.

Divulgada a primeira lista de classificados no SiSU, os inscritos que não se classificarem podem participar de lista de espera. As demais chamadas são de responsabilidade das instituições participantes do programa e não mais do Ministério da Educação (MEC).

Vestibular

Boa parte das instituições de ensino superior já consideram o Enem como uma forma de seleção ou como uma parte do vestibular. Os modos como a nota do exame é utilizada são vários: pode ser empregada como fase única, na função de 1ª fase do vestibular, como parte da nota no processo seletivo ou ainda para preencher vagas remanescentes.

Veja como usar a nota do Enem em vestibulares

Após a divulgação dos resultados do Enem, o MEC (Ministério da Educação) disponibiliza para as instituições credenciadas, em um sistema online, o boletim de desempenho dos estudantes, com base no número de inscrição que candidato informar na universidade. Na maioria dos casos, é necessário que o estudante comunique a opção por usar a nota do Enem durante o processo de inscrição no vestibular.

ProUni

Além de viabilizar o ingresso em instituições públicas, o Enem garante a permanência de estudantes em universidades particulares, através de bolsas de estudo integrais e parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni). Para participar do programa é preciso ter média de 450 pontos no último Enem.

Os estudantes selecionados para o programa ficam isentos de qualquer tipo de contrapartida ou pagamentos futuros. No entanto, os interessados precisam, além de boa nota, preencher um destes critérios:

• ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou
• ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa integral, ou
• ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição, ou
• ser portador de deficiência, ou
• ser professor da rede pública de ensino básico, em efetivo exercício, integrando o quadro permanente da instituição e concorrendo a vagas em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia.

Com exceção do último caso, os demais candidatos precisam comprovar renda de até um salário-mínimo e meio por pessoa para garantir bolsa integral e de até três salários-mínimos para a bolsa parcial.

Vale lembrar que o ProUni é um benefício que pode ser solicitado antes ou depois de já estar matriculado em uma instituição de ensino superior.

Fies

Outro auxílio que pode ser solicitado durante o curso é o subsídio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que financia as mensalidades com taxas de juros abaixo da praticada no mercado. Assim como no ProUni, para requerer o benefício é necessário ter alcançado média mínima de 450 pontos na prova do Enem, sem ter zerado a redação.

O curso precisa ser autorizado pelo MEC e o estudante deve comprovar renda familiar mensal de até três salários-mínimos por pessoa. Atualmente, a taxa de juros do programa está em 6,5% ao ano e o aluno tem até 18 meses de carência após o fim do curso para começar a pagar. Durante os estudos é necessário o pagamento de uma taxa no valor de R$ 50 a cada três meses.

O Fies prioriza cursos com conceito cinco nas áreas de saúde, engenharia e licenciatura, Pedagogia e Normal Superior. Também são privilegiados cursos em faculdades localizadas em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).

Ensino Técnico

O Enem também pode ser a porta de entrada para a formação técnica. Desde 2011, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) cria possibilidades de jovens e adultos ingressarem em cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos.

Boa parte das vagas do Pronatec é preenchida pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que classifica candidatos com base na nota do Enem. Nesse caso, o curso é oferecido pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), Colégios Estaduais e Municipais e entidades do Sistema S (Senai, Sesi, Senac e outros) de forma gratuita.

Podem se inscrever os estudantes que concluíram o Ensino Médio e fizeram a edição anterior do Enem, sem ter zerado a redação. O sistema informatizado utiliza o desempenho no exame como critério de seleção para as vagas disponibilizadas.

Certificação do Ensino Médio

Desde 2008, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) só é aplicado para conferir certificação para o ensino fundamental, pois o Enem é o critério único para certificação no ensino médio. Podem se inscrever estudantes com 18 anos ou mais e a solicitação precisa ser feita no ato da inscrição para o exame..

A certificação é conferida pela instituição escolhida para aqueles que alcançarem a pontuação mínima exigida: 450 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 na redação.

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