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Em 25/08/2017 16h22, atualizado em 25/08/2017 16h37

A Educação brasileira pede socorro

Blog da Redação

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Agressão sofrida por professora em Santa Catarina é reflexo da triste situação dos professores na educação básica. Por Adriano Lesme
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Nesta semana, o caso de uma professora agredida por um aluno virou notícia em vários veículos de imprensa no Brasil. Marcia Friggi, docente em uma escola no município de Indaial, em Santa Catarina, postou uma foto em sua rede social com o rosto ensaguentado após ter sido agredida a socos por um aluno. A foto foi acompanhada de um desabafo sobre o descaso com a educação no país.

Ser professor no Brasil não é fácil. A carreira é desvalorizada, principalmente na educação básica pública, a estrutura das escolas é precária e, em muitos estados, o professor é proibido de reprovar aluno para a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) não cair. Os governos estaduais, municipais e federal promovem um verdadeiro faz de conta na educação.

Além desses vários problemas, muitas vezes o professor precisa desempenhar o papel de pai de alunos que não recebem a devida atenção dos responsáveis legais, como parece ser o caso desse jovem agressor. A desigualdade social no Brasil cria famílias desestruturadas, com pais que são obrigados a deixar a educação dos filhos somente com a escola.

A difícil situação dos professores no Brasil também é percebida nos vestibulares. Na maioria das instituições de ensino superior, sobram vagas nos cursos de licenciatura. Acompanhando os processos seletivos no Brasil Escola, é possível notar que muitos cursos de licenciatura recebem menos inscritos que a quantidade de vagas. Nos vestibulares de vagas remanescentes, a maior parte das oportunidades é para cursos de licenciatura. No ProUni e no FIES também sobram bolsas/vagas nesses cursos.

Futuro nada promissor

Se a situação já não está boa, ainda pode piorar. Concordo que a educação nunca foi uma grande preocupação dos políticos no Brasil, mas nos últimos meses isso tem ficado mais evidente. 

No começo desse mês, o presidente Michel Temer vetou o artigo que dava prioridade ao Plano Nacional de Educação (PNE) no Orçamento de 2018. Com essa medida, Temer deixou claro que educação não é prioridade do seu governo. Acho que ele não se incomoda com o fato do Brasil ocupar as piores posições em leitura, ciências e matemática, segundo o ranking do Pisa.

E não é só a educação básica que está mal. De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), as universidades federais só têm verba para funcionar até setembro. O presidente da Andifes, Emmanuel Tourinho, afirmou há cerca de duas semanas que as instituições “não têm dinheiro nem mesmo para as despesas regulares com energia, vigilância, limpeza, bolsas para os alunos de baixa renda e serviços de manutenção das instalações”.

Enquanto isso, nossos digníssimos políticos estão concentrados em aprovar uma receita de R$ 3,6 bilhões para o fundo partidário. Com esse valor, daria para construir 630 escolas ao custo de R$ 10 milhões cada uma, beneficiando mais de 250 mil estudantes.

Até quando vamos aguentar esse descaso?

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