A arma do medo - Banco de redações


Como combater radicalismos como o do Estado Islâmico?

Enviada em: 26/10/2014

Status:

Corrigida
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         Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o presidente dos Estados Unidos da época, George W. Bush, declarou “Guerra ao Terror” como estratégia contra o terrorismo. Parte dessa tática incluiu a invasão do Afeganistão e do Iraque, além da espionagem internacional. Desde então, essa "Guerra" já recebeu inúmeras acusações de violação aos direitos humanos, além de criar vários desconfortos diplomáticos relacionados ao programa de vigilância norte-americano. Se por um lado os métodos desse tipo de ação são seriamente questionáveis, por outro o avanço do terrorismo é cada vez mais preocupante.
         Em agosto de 2014, imagens da decapitação de um jornalista americano pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) chocaram o mundo. O EI é fruto da invasão do Iraque em 2003 a partir de um braço da Al-Qaeda. A sua criação derivou da "Guerra ao Terror", o que prova que violência e invasões não resolvem o problema, uma vez que só geram ódio e sede de vingança. Esse ódio faz surgir novos grupos radicais e mais violência, criando um círculo vicioso. Por isso, é evidente que não podemos passar por cima dos direitos humanos e das leis de cada país para combater o terrorismo, mas também não podemos ficar de mãos atadas.                                       
          É fundamental que todos os países cooperem na luta contra essa mal. O Conselho de Segurança da ONU deu um grande passo em direção a isso em setembro de 2014, aprovando uma resolução para conter a expansão de grupos como o EI. Esse documento pede a condenação de pessoas que financiam ou participam de organizações com discursos radicais e a troca de informação sobre esses grupos entre os países. Outra medida sugerida foi a contenção da publicação de vídeos de organizações terroristas. Todas essas medidas são importantes, mas são só o primeiro passo de uma longa batalha.
          A luta contra esse tipo de radicalismo deve partir principalmente da sociedade civil em união com os governos e com os serviços de inteligência. Para que isso aconteça, as informações entre esses setores devem ser compartilhadas, uma vez que a população é a que mais sofre com esse problema e, portanto, tem direito de participar de sua solução. Porém, para erradicarmos de vez o terrorismo temos que atacar a raiz dele: a desigualdade social, a pobreza e a exclusão de pessoas devido a à etnia ou religião. Só assim teremos uma chance de transformar essa “Guerra ao Terror” em paz.

Comentários do corretor


Bom texto! Aborda o tema proposto de forma clara, objetiva, crítica e bem elaborada.

Parabéns! Continue exercitando sua escrita.


Competências avaliadas


Item Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
NOTA FINAL: 9.5


Saiba como é feito a classificação da notas
0.0 - Ruim 0.5 - Fraco 1.0 - Bom 1.5 - Muito bom 2.0 - Excelente