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Em 10/12/2008 18h07, atualizado em 08/06/2009 12h35

O primo da Califórnia

Resumos de Livros

Por Marla Rodrigues
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Adriano Genipapo era um músico pobre e cheio de dívidas, tinha em sua casa uma empregada que vivia a reclamar e a destratá-lo, não cansava de afirmar que quando nova era a formosa Beatriz e depois se casou com um soldado e que agora tinha que servir a um músico pobre que devia à própria empregada.

Adriano tinha ainda uma namorada, Celestina, tão desafortunada como ele, mas que antes era uma rica menina que perdera tudo quando seu pai morreu, porque seus parentes roubaram-lhe toda a herança, lançaram a menina na rua e a deram-na como morta. Mas ela não seguiu o caminho da prostituição e permaneceu pura, vivendo do seu trabalho.

Celestina era uma mulher boa, e por trás de Adriano pagou as dívidas dele com Beatriz e ainda mais tarde devolveu-lhe o relógio que o pobre penhorara. Ela por fim, como depois revelara frente às perguntas que Adriano lançara, tinha estado ausente por alguns dias e a luz do seu quarto ficava acessa até altas horas da noite. O motivo era que ela estava gravando as músicas de Adriano, porque assim as pessoas veriam como ele era um grande artista.

Vinham também “incomodar” Adriano, Pantaleão e Felisberto, o primeiro cobrando o aluguel e o despedindo da função de professor de música de sua filha (a menina estava se apaixonando por Adriano) e de locatório seu, mas ao fim o deixou apenas como locatório de um sótão. O segundo, que era o alfaiate pra quem Adriano também devia, e de quem ele já estava precisando dos serviços outra vez.

Nessas circunstâncias, Adriano foi a um encontro com um editor que iria comprar suas músicas, o que lhe deu uma imensa esperança e por isso já deixara Beatriz encarregada de comprar champagne e bolo inglês, pois um dia perdera uma aposta e devia aos amigos tal refeição. Beatriz comprou, mas para pagar Adriano teve que penhorar o seu relógio já que o editor não estava interessado nas composições dele porque lhe faltava um nome conhecido.

Os amigos vieram e dentre eles estava Ernesto e Eduardo, que ali começaram uma conversa sobre seus parentes ricos que lhe deixariam gordas heranças, o que fez Adriano inventar um primo riquíssimo, Paulo Claudio Genipapo, que morava na Califórnia, porém, como não era acostumado com o álcool, dormiu e revelou que não tinha primo nenhum.

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Os amigos, que ouviram a revelação, resolveram que, como Adriano quis se rir às custas deles, por vingança eles fariam o mesmo, pondo nos jornais do Rio de Janeiro que morrera na Califórnia um brasileiro chamado Paulo Claudio Genipapo, e que deixara de herança a seu único herdeiro, Adriano Genipapo, cinco milhões.

E assim, no dia seguinte, Adriano acordou e se mudou para o sótão, sendo o tempo inteiro destratado por Beatriz, mas então no momento em que deixou-a sozinha, a velha leu o jornal e aí começou a tratar o rapaz como um príncipe e como uma princesa a Celestina, que chegara há pouco.

Chegou também Pantaleão, que agora queria vender sua casa a Adriano e ainda lhe entregar a mão de sua filha ao músico. Adriano acabou aceitando. A isso já brigara com Celestina, pois dissera que os dois seriam amantes, mas para a moça só servia-lhe o casamento. Depois chegou Felisberto que o tratou também como grande amigo, lhe oferecendo duas novas roupas, sendo que no dia anterior o negara qualquer costura. E depois ainda voltou ali a fim de lhe comprar o sótão em que ele vivia. E não parou por aí. Adriano foi convidado a trabalhar em uma orquestra, e outros se auto- obrigavam a produzir suas músicas. Até tudo isso, ele já tinha se reconciliado com Celestina.

Foi então que os amigos de Adriano vieram lhe contar a verdade. E bastou isso para que Beatriz o tratasse como sempre, Pantaleão o dispensasse como locatário e como professor de sua filha (não havia mais negócios), e Felisberto, sem entender o que se passava, perceber que estava apenas em um problema.

A resposta de Adriano foi dizer que o sótão estava vendido, e como Pantaleão o queria levar à polícia, ele se prontificou em ir, visto que queria falar ao delegado sobre um monopólio de toicinho (novo negócio de Pantaleão), deixando-o sem resposta.

A brincadeira dos amigos de Adriano acabou tirando-lhe da pobreza já que agora estava cheio de serviços com sua música sendo produzida e a orquestra. Assim ele declarou que ficava com a casa de Pantaleão, mas não com a filha. Afinal saíra da pobreza.

Por Rebeca Cabral

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