Globalização no Enem 2023: saiba como o tema pode cair na prova

Entenda como globalização pode ser cobrada nas provas do Enem 2023. Exame será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro
Em 23/10/2023 01h20 , atualizado em 23/10/2023 15h21 Por Lucas Afonso

Mesa com várias pessoas ao redor de um mapa mundi e com papeis sobre ele
Globalização pode ser um tema exigido na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias do Enem 2023.
Crédito da Imagem: Rawpixel.com / Shutterstock
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A globalização é um tema importante que pode ser cobrado no Enem 2023. O assunto envolve diferentes tipos de discussões, podendo ser exigido em questões interdisciplinares, típicas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para além das questões de Geografia, o tema pode estar relacionado com matérias como Biologia, História, Sociologia, Filosofia e Química, afirma Sebastian Alvarado Fuentes, professor de Geografia do Curso e Colégio Oficina do Estudante.

É fundamental que os estudantes consigam "compreender que diversos fatores que acontecem em qualquer lugar do mundo, podem afetar de fato aqui no Brasil ou afetar o mundo todo", reforça Sebastian. 

Confira o comentário do professor a respeito da globalização no Enem:

Sebastian comenta sobre algumas possibilidades de como a globalização pode cair no Enem. Segundo o professor, é possível que o exame aborde uma questão sobre o desmatamento no Brasil ou em outra região, e exigir do candidato que ele possua a habilidade e a competência de entender que o desmatamento, onde quer que ele ocorra, pode intensificar as mudanças climáticas

Como globalização pode cair no Enem 2023?

A globalização pode ser cobrada nas provas do Enem 2023 em questões que envolvem aspectos econômicos das mudanças industriais dos últimos 30, 40 e 50 anos, bem como às mudanças nas dinâmicas do trabalho. André Freitas, diretor pedagógico do Fibonacci Sistema de Ensino, acredita também que o tema no exame pode relacionar "a mudança que as sociedades pelo mundo passaram a vivenciar em relação às distâncias, sejam elas reais, simbólicas ou culturais".

A dica de André é para os estudantes se manterem atentos à compreensão geral do fenômeno da globalização. O profissional destaca que não é um processo datado, com origem definida, e que pode ser citado a partir de um sinônimo, "mundialização". 

André Freitas é um homem branco e está sorrindo na foto
André Freitas, diretor pedagógico do Fibonacci Sistema de Ensino. 
Crédito: Divulgação. 

O exame pode exigir dos participantes que entendam "o impacto da globalização nas relações de trabalho, na localização das indústrias, na distribuição da produção e nas relações sociais e culturais entre os povos", afirma Freitas.

O professor de Geografia e Atualidades Paulo Castro, do Poliedro Curso, comenta sobre o desenvolvimento da globalização:

"A globalização é um processo complexo, que alguns autores classificam como tendo se iniciado nas Grandes Navegações, com a expansão do capitalismo europeu para o mundo até então conhecido (América, Ásia e África), mas que se consolida e intensifica após o fim da Guerra Fria, com a hegemonia do neoliberalismo sobre o mundo."

Paulo Castro

Confira os pontos destacados pelo professor Paulo quanto ao que pode cair sobre globalização no Enem:

  • Evolução dos transportes e comunicações que produzem a "aniqulição do espaço pelo tempo", o que quer dizer, a "supressão de grandes distâncias pela redução do tempo para percorrê-las, intensificando os fluxos de mercadores, investimentos, serviços e pessoas". 

  • Empresas transnacionais que são responsáveis pela desconcentração da produção e ressignificam as relações de tabalho. Neste aspecto trabalhista estão a maior disponibilidade de colaboradors, em nível global, e a redução dos custos, o que pode acarretar a precaraização das condições dos trabalhadores.

  • Transformação das relações sociais e culturais diante da imposição dos hábitos externos ao país. Nesse processo estão a publicidade, filmes, séries e músicas que geram uma homogeinização da população e perspectivas de mundo, que reforça discursos hegemônicos e suprimem as identidades locais. 

  • Desigualdades e exclusões sociais que estão relacionadas ao desemprego estrutural e a pobreza global. 

  • Processos migratórios. 

Para o professor Paulo, a melhor maneira de compreender a globalização é relacioná-la ao nosso cotidiano, uma vez que ela está "presente em diferentes aspectos de nossa vida".

"É importante ter em mente a forma como nós nos inserimos nesse sistema-mundo, principalmente porque um dos maiores críticos dessa forma de inserção imposta aos países periféricos é um intelectual brasileiro: Milton Santos. Portanto, entender como pensa tal autor é de grande ajuda, nesse sentido recomendo sempre o documentário “Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá”, de Silvio Tendler."

Paulo Castro

Paulo Castro, professor de Geografia e Atualidades do Poliedro Curso.
Crédito: Divulgação. 

Questões sobre globalização no Enem

Confira questões sobre globalização que caíram no Enem: 

Enem 2015 

Questão do Enem sobre globalização
Questão 8 do Enem 2015 - 1º dia (caderno azul). 

Enem 2020 Digital

Questão do Enem sobre globalização
Questão 85 do Enem 2020 Digital - 1º dia (caderno azul). 

Enem 2015 Reaplicação/PPL

Questão do Enem sobre globalização
Questão 29 do Enem 2015 Reaplicação/PPL - 1º dia (caderno branco). 

Enem 2019 

Questão do Enem sobre globalização
Questão 83 do Enem 2019 - 1º dia (caderno azul). 

Videoaula sobre globalização para o Enem

Confira a videoaula sobre globalização no Enem: 

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Enem 2023

O Enem 2023 será realizado nos dias 5 e 12 de novembro. No primeiro dia, os candidatos responderão a 90 questões objetivas de Linguagens e Ciências Humanas, como também terão de produzir uma redação.

No segundo domingo de provas, os participantes terão de resolver 90 questões objetivas de Matemática e Ciências da Natureza. 

Este ano marca os 25 anos do Enem, que é atualmente a principal forma de entrada no ensino superior brasileiro.

Saiba tudo sobre o Enem 2023 aqui