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Em 01/08/2012 14h58, atualizado em 01/01/2001 00h00

O estranho patriotismo nas Olimpíadas

Blog da Redação

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Por Adriano Lesme
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Começou há alguns dias a 30º edição das Olimpíadas de Verão, ou simplesmente Olimpíadas. Realmente, não está passando na principal emissora do país, mas posso garantir que as competições já iniciaram. Muda para a Record! Brincadeiras à parte, o propósito desse artigo é discutir até que ponto o povo brasileiro é realmente patriota e quando esse patriotismo ultrapassa os limites do bom senso.

Eu não concordo muito com a tese de que o brasileiro é um povo patriota, pois só vejo isso acontecer em competições esportivas. Não vejo ninguém gritando Brasil nas eleições e são poucos os que protestam nas ruas contra corrupção, falta de saúde, segurança, educação etc. Prefiro dizer que o brasileiro é um povo competitivo, e nada melhor que o esporte para demonstrar isso. Concordam?!

Nas Olimpíadas não é igual Copa do Mundo, época que todos param para assistir as partidas de futebol, mas muitos gostam de acompanhar as várias modalidades esportivas pelo simples fato do Brasil estar competindo. Eu sou um deles. Assisto e torço até em esportes que não entendo as regras. Fico chateado quando os brasileiros perdem e vibro nas vitórias. O problema é uma parcela da população, cuja quantidade não sei dizer, mas são muitos, que ofendem nossos atletas por não conseguir bons resultados. Isso é facilmente de ser visto nas redes sociais.

rafaela silva
Judoca Rafaela Silva chora ao perder sua luta

O Brasil nunca será uma potência olímpica enquanto o governo não incentivar os esportes nas escolas. A maioria dos atletas brasileiros teve que suar muito para chegar nas Olimpíadas, sofreram com falta de equipamento, local de treinamento e patrocinadores. No caso da judoca medalhista de ouro Sarah Menezes, ela foi descoberta no Piauí pelo técnico Expedito Falcão, que acreditou no seu talento. Ela é só um exemplo dos vários atletas que chegaram a Londres com pouca, ou nenhuma, ajuda do governo.

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Apesar do cenário descrito acima, tem gente que prefere ofender nossos atletas olímpicos nas derrotas. Isso aconteceu com a judoca Rafaela Silva, chamada até de macaca no Twitter. Voltando alguns anos, temos o exemplo da seleção feminina de vôlei que perdeu nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Na época, as jogadoras foram tachadas como pipoqueiras, que envergonhavam a nação, entre outras coisas. Quatro anos depois elas ganharam a medalha de ouro em Pequim e passaram a ser o “orgulho” do Brasil. Resumindo, quando ganham são heróis, quando perdem são vilões.

Os brasileiros têm que respeitar muito nossos atletas, pois conseguem vitórias na adversidade. Nos Estados Unidos e na China, esporte e educação caminham juntos até o curso superior. As escolas são preparadas para a prática de vários esportes, principalmente atletismo. No Brasil, as escolas públicas têm no máximo uma quadra poliesportiva cimentada. Diante desse cenário, existe alguma possibilidade de frequentarmos as primeiras posições no quadro de medalhas? O que faz nossos atletas terem a obrigação de vencerem suas competições?

E vocês? Como enxergam a participação do Brasil nas Olimpíadas?

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