Poeta

Saiba mais sobre a vida profissional na poesia a partir da nossa entrevista com Gabriela Lages Veloso
Por Tiago Vechi

vida profissional na poesia
A poesia é uma das artes mais antigas do mundo
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A vida profissional na poesia é um caminho para as mentes corajosas, afinal, uma poeta precisa olhar para dentro de si, ver o mundo que lá habita, não sentir medo e mergulhar. Poesia é, quase sempre, sobre novidade, mesmo que falando de algo antigo, pois, cada poema tem sua impressão digital, sua marca única.

Na busca de compreender melhor a vida profissional de quem trilha este caminho, conversamos com Gabriela Lages Veloso, poeta, autora do livro “O mar de vidro” e mestranda em Letras pela UFMA.

Gabriela Lages Veloso

Veja o que descobrimos!

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Escolha de se tornar poeta

Gabriela nos conta que se tornar poeta, não foi uma escolha, foi uma descoberta. Ela começou escrevendo textos em prosa (em parágrafos) e nos últimos períodos de graduação em Letras, na UEMA, ela fez o seu primeiro texto literário, chamado Insight.

Na mesma época, ela realizava uma pesquisa pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sobre Literatura Brasileira Contemporânea e a representação da cidade em obras literárias. Sobre este projeto ela declarou:

“Sem dúvida, essa pesquisa foi um divisor de águas na minha vida, pois me fez enxergar que a literatura continua viva, é um universo em expansão, e eu poderia fazer parte desse universo.”

Um ano depois, ela realizou sua primeira publicação literária, o conto “O Relicário”. Em seguida, se descobriu poeta e começou a publicar os versos que escrevia. Ela disse:

“Em 2023, notei que já havia publicado muitos poemas e que eles tinham unidade temática. Então, os reuni em um livro de poesia intitulado O Mar de Vidro (Caravana, 2023), que é a minha primeira obra literária.” 

O livro de poesias publicado por Gabriela trata de temas como: a degradação do meio ambiente, os papéis sociais da mulher, a luta por igualdade de gênero, social e étnico-racial, bem como reflexões sobre a existência.

Rotina de uma poeta

Atualmente, Gabriela faz mestrado em Letra pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é colunista e investe em sua carreira literária. Por isso, ela afirma ter uma jornada tripla de trabalho. 

Ela detalha mais da sua rotina:

“Cotidianamente, me dedico à minha pesquisa de mestrado, à minha carreira literária e escrevo semanalmente resenhas críticas, ensaios e crônicas para minha coluna”

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Ela trabalha em um blog chamado “O Feminário Conexões”, neste espaço, ela entrevista escritoras mulheres. Além disso, participa de eventos literários, podcasts e entrevistas, presenciais e online.

Gabriela também atua na comercialização do seu livro, realizando autógrafos e dedicatórias. O seu livro “O Mar de vidro” se encontra em várias bibliotecas ao redor do mundo, dentre elas, Gabriela cita: 

  • Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro; 

  • Biblioteca Nacional de Portugal; 

  • Linga-Bibliothek, da Universidade de Hamburgo, na Alemanha; 

  • Biblioteca do Trinity College Dublin, na Irlanda; 

  • Biblioteca Municipal de Praga, na República Tcheca; 

  • Biblioteca do Camões - Centro Cultural Português em Vigo, na Espanha; 

  • Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra; 

  • Biblioteca da Universidade Politécnica de Macau, na China; 

  • Biblioteca da Université Sorbonne Nouvelle, na França, e 

  • Widener Library, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos

Capa do livro "O mar de vidro"

Características de uma boa poeta

Gabriela afirma que para se tornar uma boa poeta é necessário se adequar ao contexto atual. Ela diz:

Vivemos em um mundo globalizado, onde as informações circulam livremente através dos meios de comunicação e tecnologias da informação. Logo, os escritores também necessitam se inserir nesses meios”

Ela diz que divulga seu cotidiano como escritora no seu perfil do Instagram e participa frequentemente de eventos literários, podcasts e matérias.A escritora conta de uma entrevista que realizou para uma revista estado-unidense e declara:

“Em nossa era, é essencial estar conectado com pessoas de todo o mundo. Assim aprendemos novas culturas, cosmovisões, idiomas e, principalmente, a respeitar as diferenças e particularidades do Outro.”

Dicas para quem quer se tornar Poeta

Pedimos dicas para jovens que querem seguir um caminho como o da Gabriela, ela firmou que a sociedade impõe muitos limites aos jovens por conta de gênero, classe social, etnia, e idade. Em seguida a poeta respondeu:

“não aceitem o destino que outras pessoas impõem para vocês, conheçam a si mesmos, entendam suas aptidões e sonhos, e todos os dias trabalhem em prol desse futuro, desse destino que vocês sonharam, com os recursos que tiverem.” 

Por fim, ela concluiu com um agradecimento à Universidade pública, que a proporcionou muitas oportunidades e também ao site Brasil Escola por ajudá-la na época de preparação para o vestibular.

 

Por Tiago Vechi

Jornalista