A mulher e a asê*
Tema: Violência contra a mulher: por que o machismo persiste?
Em sociedades da antiguidade(,) como a Grécia, o papel social da mulher era cuidar da casa e dos filhos e ser submissa ao marido e seus desejos. (;) Postura essa defendida por um dos maiores filósofos, Aristóteles. Segundo ele, a mulher tinha uma relação de dependência e obediência para com o marido(,) como um escravo tem com seu mestre. Essa postura chauvinista, ainda persiste na sociedade do século XXI. (,)Causado causada, principalmente, pelo sentimento de posse sobre a mulher, tendo consequências na saúde pública brasileira.
Em março de 2015 foi sancionada a lei do feminicídio pela presidenta da república. O projeto de lei modifica o código penal, transformando o crime de assassinato, por questões de gênero, um em crime hediondo. Segundo a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, uma ONG- Organização Não Governamental- na qual trabalha sobre com os direitos da mulher no Brasil, afirma que o feminicídio é causado pelo ódio, desprezo e pelo sentimento de perda da propriedade sobre a mulher em uma sociedade machista e marcada pela desigualdade de gênero.
A OMS- Organização Mundial de Saúde- afirma que a violência sobre a mulher é um problema de saúde pública e põe o Brasil em sétimo lugar na lista mundial desta violência. Medidas governamentais tentam sanar esta realidade, como a criação, em 2014, das “Casas da Mulher”(,) na qual que procuram dar suporte às vítimas de violência doméstica com atendimento psicossocial, promoção de autonomia econômica, acolhimento de crianças, etc.
Fica claro clara, portanto, a necessidade de uma cultura de inclusão da mulher na sociedade. Deve-se começar com a educação na escola, promovendo palestras e atividades que promovam a igualdade de gêneros. Em segundo plano, uma educação familiar na qual que quebre o conceito primitivo da Grécia antiga em que a mulher tem a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos. E em último plano, é preciso mais ênfase nos movimentos feministas, seja pelas mídias, seja por autoridades governamentais ou religiosas.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |