A marcha contra o machismo

Tema: Violência contra a mulher: por que o machismo persiste?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 04/07/2015
Nota tradicional: 8.5
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"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça/ é ela menina que vem e que passa/ num doce balanço/ a caminho do mar". Este trecho da música "garota de Ipanema",composta por Vinícius de Morais e Tom Jobim, valoriza a beleza feminina, através da idealização da mulher. Todavia, o atual machismo e o patriarcalismo histórico enraizado no Brasil comprometem a ascenção social da imagem feminina na sociedade brasileira, além de impulsionar ideologias depreciativas, agressões físicas e verbais.

O papel da mulher na sociedade brasileira e no mundo abrange não só o ambiente político como também o espaço cultural. Carmen Miranda-cantora de rádio com grande popularidade nos Estados Unidos e no Brasil- foi a principal responsável pela divulgação da música popular brasileira internacionalmente nas décadas de 30 e 40 do século XX. Por sua vez, Dilma Rousseff e Angela Merkel ocupam lugares de destaque na política mundial; a primeira é a presidente de uma das nações emergentes na América Latina, a segunda é a chefe de Estado de uma das economias mais sólidas da União Europeia. No entanto, o tradicionalismo conjugado ao machismo -ambos muitos enraizados na sociedade brasileira- possibilitam a presença não só de agressões físicas contra as mulheres como também sua discriminação.

Segundo a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, 80% das vítimas de estupros não querem que seus agressores sejam presos. Isso se deve à submissão da figura feminina frente ao homem, seja ele o pai, seja o marido. Além disso, 58,5% dos entrevistados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2014, culpam as vítimas de estupro de incitar a violência sexual, por não saberem como se comportar ou se vestir adequadamente. Em protesto a tal idealismo, há a "marcha das vadias" (the slutwalk), movimento originado no Canadá em 2011, o qual mulheres usam lingeries, sutiãs ou blusas transparentes, fazendo da frase "eu não mereço ser estuprada" como um slogan.

Cabe à Família e ao terceiro setor o dever de reverter esse quadro. O terceiro setor-composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias para a sociedade- deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas sobre o respeito que se deve ter à figura feminina, a qual é o núcleo da Família e da sociedade. Dessa forma, a discriminação e a violência contra a mulher diminuirão.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos