SOMOS TODOS CULPADOS!
Tema: Violência contra a mulher: por que o machismo persiste?
A violência contra o sexo feminino só vem crescendo a cada ano, mas hoje é possível afirmar que há mudanças significativas no tratamento dado as às mulheres, contudo, elas também são responsáveis pela perpetuação do machismo com pequenas atitudes, como: julgar alguém pelo que veste; educando educar o menino e a menina de formas diferentes...
Em oito anos, a Lei Maria da Penha diminuiu em 10% os homicídios de mulheres, segundo a o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no entanto, isso é pouco em relação ao que deveria proporcionar a Lei. Conforme dados do 8º Anuário de Segurança Pública, divulgados no ano passado, 50.320 casos foram registrados, embora a estimativa real aponte para um total de 143 mil, já que boa parte das vítimas, por vergonha ou medo, não denuncia o crime.
Gustavo Venturi, professor do departamento de Sociologia da USP (Universidade de São Paulo), falou da seguinte maneira: "Você tem uma naturalização dos valores dominantes que faz com que muitas pessoas reproduzam, até de forma inconsciente, a ideologia da qual são vítimas". Isso se configura como realidade, pois fenômenos como o machismo e outros tipos de discriminação só existem na medida em que os oprimidos incorporam os valores dos opressores.
Infere-se, portanto, que as famílias têm que repensar a educação das crianças, erradicando o papel cujo o homem pode sair, variar de parceira, fazer sexo assim que conhece alguém, e a mulher não. O combate às opressões deve vir da construção de novas leis eficazes que protejam o sexo feminino, como o feminicídio, que entrou em vigor esse ano e que a população não venha ser cúmplice do machismo e de qualquer outra forma de preconceito. É preciso alertar os jovens para dar início a uma sociedade transformadora, na qual venha educar e que de fato transforme mentalidades e comportamentos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |