A cultura do machismo
Tema: Violência contra a mulher: por que o machismo persiste?
Mahatma Gandhi, líder espiritual e pacifista indiano, já afirmava: “O homem deve ser amigo da mulher e, no seu amor, deve respeitar sua alma e seu corpo como sagrados são.”. Apesar das sábias palavras proferidas por Gandhi, a mulher, tanto em suas relações conjugais quanto em seus relacionamentos com amigos ou no trabalho, vem sofrendo uma violência cada vez maior, decorrente, principalmente, do machismo, o qual ao longo da evolução humana sempre esteve entremeado nas atitudes dos homens.
Esses homens dizem ser companheiros e juram respeitar suas mulheres, porém são responsáveis, de acordo com a pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), por 35% de todos os assassinatos mundiais de mulheres, sendo que essas situações são diversas vezes retratadas por filmes, como "Porto Seguro", onde é mostrada uma jovem fugindo desesperadamente do marido violento e bêbado.
Contudo, a culpa do machismo ainda estar presente, não cabe apenas aos homens, mas também às propagandas publicitárias, as quais colocam a mulher como um produto que se deseja consumir, sendo que, segundo o Instituto Patrícia Galvão, 65% das pessoas do sexo feminino não se identificam da forma como são retratadas pelos anúncios.
Ademais, devido à participação feminina na política ainda ser restrita (apenas 42 mulheres foram eleitas a cargos administrativos eletivos), abre-se espaços para sabotagem de dados e desincentivo à aprovação de artigos que respeitem às mulheres, de tal forma que, no Brasil, somente em 2006 foi criada a Lei Maria da Penha e(,) até 2002(,) existia uma lei que isentava o estuprador caso se cassasse com sua vítima.
Portanto, pode-se concluir que o machismo está fixo na cultura brasileira e para combatê-lo é necessária a presença da escola na conscientização desde cedo dos meninos, a fim de respeitarem futuramente suas cônjugues, além da fiscalização de propagandas que ofendam a moral feminina e da determinação de uma cota para as mulheres em cargos políticos, com intenção de ganharem um maior poder nas decisões nacionais.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |