Estigma homoafetivo
Tema: Diversidade sexual: um debate social
A homoafetividade há três décadas era qualificada como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e chamada de homossexualismo. Durante esse intervalo, a comunidade LGBT adquiriu algumas conquistas, dentre elas o casamento civil. Em contrapartida, esta comunidade ainda é estigmatizada por setores conservadores e discriminada. Tais práticas podem ser evitadas e condenadas.
Em 2013, segundo a UFBA, cerca de 300 homossexuais foram mortos no Brasil em decorrência de homofobia; pouco menos da metade destes são do Nordeste. Tal região é conhecida pelo estereótipo do homem valente, corajoso e que possui papeis sociais bem definidos. Caso não haja conformidade entre tais padrões e os indivíduos, estes passam a sofrer constantemente com as consequências do preconceito.
Este é motivado, principalmente, pelo heterossexismo e o conservadorismo. A instituição representante mais marcante destes é a Igreja, a qual considera como normal, apenas, a relação e a união entre homem e mulher. Porém, desde a Proclamação da República e com a consequente separação entre Estado e Igreja, o Brasil passou a ser laico e, atualmente, as famílias homoafetivas, segundo Maria Berenice*, adotaram o afeto como princípio, não padrões religiosos.
Diante desse panorama de novas configurações afetivas, os pais das crianças não sabem como abordar o tema diante delas, ficando a escola responsável pela educação. O ensino sobre diversidade sexual é tratado como polêmico pelos familiares e, portanto, evitado por muitos professores. Sem o amparo do corpo docente, os alunos tendem a ser intolerantes quando adultos e, consequentemente, com os seus filhos, não saberão, também, como tratar o assunto.
Portanto, torna-se necessária a criminalização da homofobia por parte do Governo** para coibir a discriminação sexual. Os pais e a escola devem desmistificar a homoafetividade através de materiais pedagógicos adequados e diálogos frequentes. Com isso, desaparecerá o estigma homoafetivo e haverá um consequente respeito.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |