Coisas que só se vê no Brasil: negar hábitos que já existem
Tema: Rumos das relações trabalhistas no Brasil
Não se pode negar que a terceirização é uma constante mundial e que já se faz presente em muitos países, dentre eles o tão citado Estados Unidos. Além disso, o propósito da do projeto de lei de número 4.330/2004 não é criar uma onda de desemprego, mas sim regulamentar uma prática trabalhista com seus direitos empregativos empregatícios.
Segundo Georges Ripert “quando o Direito ignora a realidade, a realidade se vinga, ignorando o Direito”. A terceirização é uma realidade irreversível e seus direitos trabalhistas também, não se pode sobrepor às vontades do empregador diante das “necessidades” que o empregado tem por direito constitucional. Com essa nova lei, tanto as empresas quanto os patrões terão por obrigatoriedade reconhecer todos os direitos trabalhistas, desde a assinatura da carteira de trabalho até as férias remuneradas.
No entanto, o que mais incomoda no empregador e nas lideranças sindicais, além da nova adaptação, são eles verem na obrigatoriedade do cumprimento, uma prática que com a qual eles já tinham se acostumados: “negar o direito trabalhista”. Pois, para diminuir gastos empresariais, muitos se aproveitam da informalidade do contratado para impor as suas objeções e não a o que a constituição consolidação trabalhista determina. De mal a pior, tudo pode se esperar das futuras relações trabalhistas, pois igualar os direitos de um profissional terceirizado com o de um contratado diretamente pela empresa causará indignação neste com relação a aquele.
Portanto, alegar que os gastos previdenciários cresceram pelos altos números de acidentes gerados por servidores terceirizados, é mascarar uma realidade de trabalhadores que(,) além de seu sustento e sobrevivência(,) buscam algo em comum, a igualdade de direitos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |