Coisas que só se vê no Brasil: negar hábitos que já existem

Tema: Rumos das relações trabalhistas no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 18/05/2015
Nota tradicional: 8.5
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

 Não se pode negar que a terceirização é uma constante mundial e que já se faz presente em muitos países, dentre eles o tão citado Estados Unidos. Além disso, o propósito da do projeto de lei de número 4.330/2004 não é criar uma onda de desemprego, mas sim regulamentar uma prática trabalhista com seus direitos empregativos empregatícios.

  Segundo Georges Ripert “quando o Direito ignora a realidade, a realidade se vinga, ignorando o Direito”. A terceirização é uma realidade irreversível e seus direitos trabalhistas também, não se pode sobrepor às vontades do empregador diante das “necessidades” que o empregado tem por direito constitucional. Com essa nova lei, tanto as empresas quanto os patrões terão por obrigatoriedade reconhecer todos os direitos trabalhistas, desde a assinatura da carteira de trabalho até as férias remuneradas.

  No entanto, o que mais incomoda no empregador e nas lideranças sindicais, além da nova adaptação, são eles verem na obrigatoriedade do cumprimento, uma prática que com a qual eles já tinham se acostumados: “negar o direito trabalhista”. Pois, para diminuir gastos empresariais, muitos se aproveitam da informalidade do contratado para impor as suas objeções e não a o que a constituição consolidação trabalhista determina. De mal a pior, tudo pode se esperar das futuras relações trabalhistas, pois igualar os direitos de um profissional terceirizado com o de um contratado diretamente pela empresa causará indignação neste com relação a aquele.

  Portanto, alegar que os gastos previdenciários cresceram pelos altos números de acidentes gerados por servidores terceirizados, é mascarar uma realidade de trabalhadores que(,) além de seu sustento e sobrevivência(,) buscam algo em comum, a igualdade de direitos.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos