Terceirização e precariedade
Tema: Rumos das relações trabalhistas no Brasil
Na atual sociedade brasileira há uma discussão vil sobre a legalização da terceirização dos trabalhos. O capital referencia a implementação para especialização e melhoria da competitividade, mas essa modalidade de trabalho nega a Consolidação das Leis Trabalhistas de 1943 (CLT) e Constituição Federal de 1988 dos direitos sociais. A terceirização trás traz prejuízos e riscos aos trabalhadores e para à sociedade.
Em relação aos prejuízos que a terceirização oferece, pode-se citar a rotatividade(,) que é em média 2,6 anos menor que nos trabalhos bilaterais (normais), ou seja, os trabalhadores terceirizados exibem uma rotatividade maior de empregos. Outro aspecto relevante é que o trabalhador terceirizado recebe um salário em média 27% menor que um trabalhador da mesma área numa empresa convencional.
No que diz respeito aos riscos(,) os dados são alarmantes, (.) segundo dados do Ministério do Trabalho, a cada cinco mortes acorridas em ambientes laborais, quarto quatro mortes são de trabalhadores terceirizados. Ainda, pode-se considerar os acidentes de trabalhos que são maiores nas empresas terceirizadas e estás estas são as maiores credoras de ações trabalhistas, pois não apresentam lastro econômico para quitar sias suas dívidas, deixando o ônus para a União.
Pode-se dizer, portanto, que a terceirização é um retrocesso aos direitos adquiridos nos últimos 72 anos pela CLT, pois desmonta a estrutura de seguridade social e direitos adquiridos. Para reversão desse quadro, é preciso retirar o trabalho terceirizado do atual regime de exclusão (não inclusão na CLT), além de aumentar a fiscalização nas empresas que prestam serviços terceirizados, por meio da atuação do Ministério Público do Trabalho no âmbito estadual e municipal. Tais medidas, associadas à responsabilização (civil e criminal) dos contratantes de empresas terceirizadas, amenizarão esse atual quadro de descaso.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |