Brasil: 500 anos de corrupção. Esperemos por mais 500?

Tema: “A corrupção no Brasil é um caminho sem volta”?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 23/11/2009
Nota tradicional: 5
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De acordo com os dados que atualmente temos, os mais aceitos, o Brasil foi “descoberto” por Pedro Alves Cabral em 1500 – Há historiadores modernos que afirmam que Duarte Pacheco foi quem o achou1 alguns anos antes daquele – e de lá para cá temos uma grande história, repleta de corrupção (Ato de corromper; transgredir as regras; desvio de conduta).

Os portugueses aqui chegaram, “catequizaram” – domesticaram2 – os índios e ao mesmo tempo levaram o pau-brasil, o ouro, os diamantes, as “drogas do sertão,”3 etc. À época da Independência4 a alta aristocracia brasileira privou a população do movimento e o povo continuou miserável.

No contexto atual, a história de corrupção se repete. Os representantes públicos dos três poderes nos dão muitas demonstrações que tal ato já virou rotina no país: Mensalão, dólares na cueca, máfia das sanguessugas, desvio de verbas, abusos de poder, impunidade para os infratores das classes média e alta. A justiça é cega, não vê a causa dos oprimidos5.

Todos esses fatores conjugados constituem as nossas disparidades sociais. A ideologia de uma nação justa e íntegra é fantástica, porém não corresponde à realidade, corrupção é uma constante por aqui.

Ter esperanças e “otimismo” não é o suficiente, acreditar que o Brasil pode mudar não basta, “fazer de conta” e pensar positivo resulta em nada, como cantava Raul Seixas: “Os sonhos existem para não nos deixar viver”.

Abandonemos o plano dos ideais e entremos no plano da concretização. As nossas leis são muito falhas e frágeis, induzem ao crime, mudemo-nas, tornemo-nas rígidas, punamos os delinqüentes, desertores, devassos do Brasil. Vale tudo, só não vale a postura covarde de sempre, porque senão, podemos nos preparar para mais 500 anos de corrupção. Ajamos, revertamos esse quadro!

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 0.5
Nota final 5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos