O erro da redução da maioridade penal
Tema: Redução da maioridade penal, solução para a violência?
A aprovação da proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil pela Comissão de Constituição e Justiça trouxe à tona, novamente, a discussão da redução da maioridade penal. Não se pode admitir que um país tão atrasado em diversos termos sociais discuta o encarceramento de adolescentes como se a origem desse mal não estivesse nas desiguais condições sociais impostas pelo país.
O objetivo do sistema prisional não é punir e fazer sofrer, mas ressocializar os detentos para o bem maior da coletividade. Inserir jovens em presídios cuja qualidade é criticada dentro e fora do país e em cujas dependências são expostos a criminosos ainda mais perigosos e experientes – que muitas vezes lhes ensinam ainda mais sobre o mundo do crime – não é uma ideia digna de aprovação.
Alguns casos isolados, que tomam conta dos noticiários nacionais, não podem conduzir a opinião popular, algo que apenas deveria ser feito por dados estatísticos e extrapolações cuidadosas. Sabe-se que apenas um em cada duzentos homicídios realizados no país é praticado por um jovem entre 16 e 18 anos. Além disso, sabe-se que a redução da maioridade penal iria afetar, majoritariamente, jovens negros, pobres e moradores de áreas periféricas do Brasil, vítimas de preconceitos de muitos setores da sociedade.
Investimentos em políticas de assistência social e na alfabetização de jovens são medidas que de fato podem reduzir a criminalidade e melhorar o convívio social. A maior parte dos jovens criminosos não é delinquente por ser psicopata ou sádica, mas por não ter opção. Rouba por não ter dinheiro em uma sociedade que louva o consumo e mata por ser perseguida por policiais repletos de preconceitos. A melhor maneira de combater o crime não é trancafiar jovens criminosos, mas dar-lhes oportunidades e escolhas.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |