Manutenção da Impunidade
Tema: Redução da maioridade penal, solução para a violência?
A neurociência explica que a parte frontal do cérebro, responsável pela tomada de decisões e impulsividade, pode ser formada até depois dos 20 anos. A Câmara do Deputados encoraja que jovens cujos que, em sua maioria, não têm essa formação cerebral, sejam encarcerados da mesma forma que adultos. Ora, é um equívoco pensar por essa linha, até porque as cadeias não estão preparadas.
Partindo dessa ótica, se presos, os jovens ficariam ociosos e manteriam o ciclo da falta de educação. Dados do Departamneto Departamento Penitenciário Nacional revelam que apenas 10% dos presos aproveitam seu tempo de reclusão para estudar, e que 20% trabalha. Logo, antes de tudo, é necessário implementar o ensino técnico com mais rigorosidade em prisões, para que ocorram mais casos como o de Apodi, no Rio Grande do Norte, onde os detentos aprenderam um ofício construindo uma nova cadeia.
Ademais, depois de um tempo, é bem provável que esse adolescente volte à prisão. A revista Super Interessante revelou que o Brasil não soube lidar com cerca de 70% dos seus ex-presos (valor não tão distante de países desenvolvidos como a Irlanda). Portanto, é salutar investir em penas alternativas onde, nesse caso, o valor da reincidência no crime é reduzido para 5%.
Por outro lado, aumentar o número de 1,8 preso por vaga apenas auxiliará a manter um perfil imutável. O IBGE concluiu que mais da metade dos condenados são de pele escura e não chegou ao ensino médio. Uma possível prova da manutenção da impunidade dos crimes de colarinho branco.
Destruir a causa da violência (deve ser o foco de pesquisas com verbas federais) é onde se é preciso fazer pesquisas em mandar verbas federais. A redução da maioridade penal não é necessária em um país em que o jovem está fazendo ciência em prol da comunidade ... afinal, Pitágoras já dizia "eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens".
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |