Tema: Reforma no currículo escolar
Seja em tempos passados ou presentes, a escola se constitui como um meio indispensável para promover um fim social. Entre a educação espartana, restrita e voltada para a guerra na Idade Antiga, (;) e o modelo atual, é perceptível que, mesmo em épocas diferentes, ambas têm a função do ensino. Esse, atualmente, tem base no currículo escolar, que indica o que deve ser estudado nas demais séries. No entanto, mudanças são almejadas no que tange às disciplinas, o que cabe, portanto, avaliar.
Em uma primeira análise, é indiscutível afirmar a importância da escola no processo ensino-aprendizado. Desse modo, promover e ampliar uma visão para os jovens acerca da sociedade deve ser efetivo, já que não basta enfatizar disciplinas específicas, como as naturais, ou dar atenção às que retratam o passado histórico se não é retratada a base da convivência social, a qual promove melhorias nas relações humanas, ainda mais entre os jovens, vítimas constantemente expostas à alienação e coerção social.
Nesse contexto, a famosa frase de Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, encontra embasamento e persistência no âmbito escolar quando há foco em disciplinas que não sejam abordadas de forma superficial e que causem no aluno desânimo ou falta de interesse. Assim, é viável incluir no currículo escolar áreas que retratem o que o jovem vive, ou seja, ao que ele é exposto. Desse modo, aulas de ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que poderiam prover o conhecimento dos direitos dos jovens, por exemplo, e de cultura, capaz de delinear entendimento e diminuição do preconceito e exclusão cultural, devem ser acrescentadas.
Torna-se evidente, portanto, que o currículo escolar pode passar por mudanças que levem a melhorias da visão do jovem. Assim, cabe ao Ministério da Educação e à Câmara dos Deputados revisar a relação entre jovem e sociedade, propondo aos estudantes disciplinas que promovam não só a absorção da teoria, mas a aplicação prática do aprendizado na realidade. Cabe também aos alunos interagir e procurar dar atenção e entender o que é ensinado. Só assim, a afirmação de Mandela será, certamente, efetiva.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |