Tema: Reforma no currículo escolar
Ao afirmar que “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, Nelson Mandela deixa claro o poder da educação em transformar os indivíduos. As escolas, nesse aspecto, cumprem papel essencial no que tange ao fato de transmitir conhecimentos através das disciplinas que são indispensáveis à formação dos estudantes. No entanto, reformas no currículo escolar atual são propostas para ampliar e melhorar o aprendizado. Cabe, então, avaliar tais perspectivas e os possíveis impactos dessa reforma no âmbito social.
Em um primeiro plano, é incontestável afirmar o quanto a escola cumpre um papel necessário aos estudantes. Sendo um meio de transmissão de conhecimentos, ela possibilita aos alunos uma maior formação aprendiz que será impactante e benéfica no futuro dos mesmos, seja no mercado de trabalho ou nas próprias relações sociais. Contudo, isso só é possível porque parte de certo currículo escolar - conjunto de disciplinas trabalhadas em sala de aula - comum a todos os sistemas de ensino e que remetem, por exemplo, à Idade Média, quando se eram estudados o “Trivium” e “Quadrivium”. Desse modo, percebe-se o quanto o currículo escolar é de suma importância.
Uma reforma nesse currículo, de certo modo, aniquilaria problemas bastante comuns em sala de aula. Vê-se que há desinteresses em certos alunos no que tange à quantidade de assuntos a estudar, o que gera uma distorção do aprender para o decorar (e), por conseguinte, há uma desvalorização da escola pelos próprios estudantes. Além disso, a falta de inclusão de certas disciplinas e até mesmo a supressão de alguns conteúdos essenciais ao indivíduo como aulas de direito constitucional e noções do ECA podem prejudicá- lo nas relações sociais no que se refere não só aos valores éticos e morais, como também à visão crítica diante dos fatos.
Infere-se, portanto, que a escola é essencial na formação dos indivíduos e, por isso, o currículo escolar deve ser revisto. Desse modo, torna-se evidente a necessidade de mudanças no sistema arcaico de ensino, de modo que tal alteração promova interesses no estudante, o instigando a aprender os assuntos e não a decorá-los. Ademais, deve haver a inclusão de conteúdos, desde o ensino fundamental, que abordem noções de direitos e valores éticos. Tudo isso deve ser feito, pois como disse Paulo Freire: “a educação sozinha não pode mudar a sociedade e tampouco sem ela a sociedade muda”.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |