Até onde vai o direito de se expressar?
Tema: Deve haver limites para a liberdade de expressão?
Não resta dúvida (de) que a liberdade de expressão precisa ser discutida. Esse fato tomou grande proporção após o atentado à redação do Jornal “Charlie Hebdo” em Paris, onde que deixou cerca de 11 pessoas feridas e 12 mortas. O grupo vítima da ação terrorista é conhecido por publicações de charges satíricas envolvendo principalmente figuras religiosas como o papa, Jesus e Maomé. Após o ataque brutal dos Islâmicos o mundo parou para questionar: até onde vai o direito de expressão?
O papa Francisco e outras figuras religiosas importantes foram indagadas a respeito e em sua maioria expressaram a opinião de que a liberdade para se expressar deve existir, é um direito, falar abertamente sobre religião é completamente aceitável e normal(,) porém sem insultar a fé das pessoas. A liberdade de imprensa tem sido usada para essas publicações, no entanto, essas provocações(,) como são chamadas pela maioria(,) atingem nações e grupos, alguns mais radicais como o caso dos Islâmicos, que ofendidos pelas frequentes sátiras ao líder do Islã, (o) profeta Maomé, proferiram o ataque à sede de publicação do jornal Francês.
Governantes e estudiosos do assunto condenam o ato terrorista, mas lembram que a liberdade de expressão deve ter seus limites, (.) esse direito garante a liberdade para expressar, expor e até criticar pensamentos e atos públicos ou isolados, mas com a prerrogativa de não insultar, denegrir ou expor algo de forma a trazer constrangimento à a alguém. A democracia apresenta o termo “livre”, mas ser livre não significa ser inconsequente, não vivemos isolados, temos toda uma sociedade a nossa volta e o respeito acima de tudo deve ser mantido.
Portanto a provocação e o insulto não estão relacionados ao consenso de liberdade, pelo contrário, nesse caso estão sobrepondo outros direitos como o de opinião e crença. Se analisarmos a Declaração Universal dos Direitos Humanos, DUDH, e a Constituição Federal do Brasil, CF/88, observamos que nenhum direito ou dever sobrepõe a outro, um grande exemplo é que ambos os documentos não proíbem expressamente matar, em contrapartida garantem o direito a à vida, por analogia a liberdade de expressão de um grupo não pode ferir o direito de crença de outro.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |