Quanto mais vozes, mais democracia

Tema: O Brasil precisa adotar a regulação da mídia?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 23/11/2014
Nota tradicional: 9
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(A) Capa da revista Veja na antevéspera da eleição deste ano de 2014, acusando irresponsavelmente a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula de saberem do esquema de corrupção na Petrobrás, reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de imprensa e fez com que, reeleita, Dilma levantasse a bandeira de democratização da mídia. Temida por todos jornalistas* e empresas de comunicação mundo afora, a lei já é realidade em vários países, não somente os sempre citados latino-americanos.

Argentina e Venezuela são países usados como exemplo na maioria das vezes que se pretende debater, ou melhor, rechaçar a lei de democratização da mídia. Países como Reino Unido, França e Alemanha são esquecidos, postos convenientemente em segundo plano. Isso porque não é do interesse de parte da mídia ceder monopólio financeiro e ideológico construído ao longo dos anos. Em vez de informar, o objetivo é tumultuar o debate. Dá-lo como encerrado sem antes ser discutido. Ingenuidade pensar, portanto, que há consonância entre o interesse público ao de grandes empresários de comunicação do país. 

Estudo sobre a regulação da mídia em 10 países, realizado pelo Coletivo Brasil de Comunicação Social, o "Intervozes", revela que não há motivos para aflição nem teorias conspiratórias mirabolantes. Pesquisa mostra a preocupação dos países na criação de órgãos independentes para regulação do setor, com incidência na garantia de competição, combate à concentração, gestão e na regulação de conteúdo. Todos os órgãos pesquisados têm mecanismos de transparência, em que participam membros da sociedade civil, dos poderes Executivo e Legislativo, excluindo intervenção maciça do governo ou de líderes do setor regulado. 

A regulamentação da mídia irá fortalecer a democracia brasileira à medida que viabilizar a participação popular em questões fundamentáveis fundamentais de utilidade pública, que não podem ficar reféns ao interesse econômico de terceiros, cuja minoria controla grandes meios de comunicação do país. É imprescindível que a sociedade civil se organize e participe das discussões de regulação, criando consensos e pressionando o governo por independência e pluralidade no setor.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos