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Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o presidente dos Estados Unidos da época, George W. Bush, declarou “Guerra ao Terror” como estratégia contra o terrorismo. Parte dessa tática incluiu a invasão do Afeganistão e do Iraque, além da espionagem internacional. Desde então, essa "Guerra" já recebeu inúmeras acusações de violação aos direitos humanos, além de criar vários desconfortos diplomáticos relacionados ao programa de vigilância norte-americano. Se por um lado os métodos desse tipo de ação são seriamente questionáveis, por outro o avanço do terrorismo é cada vez mais preocupante.
Em agosto de 2014, imagens da decapitação de um jornalista americano pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) chocaram o mundo. O EI é fruto da invasão do Iraque em 2003 a partir de um braço da Al-Qaeda. A sua criação derivou da "Guerra ao Terror", o que prova que violência e invasões não resolvem o problema, uma vez que só geram ódio e sede de vingança. Esse ódio faz surgir novos grupos radicais e mais violência, criando um círculo vicioso. Por isso, é evidente que não podemos passar por cima dos direitos humanos e das leis de cada país para combater o terrorismo, mas também não podemos ficar de mãos atadas.
É fundamental que todos os países cooperem na luta contra essa mal. O Conselho de Segurança da ONU deu um grande passo em direção a isso em setembro de 2014, aprovando uma resolução para conter a expansão de grupos como o EI. Esse documento pede a condenação de pessoas que financiam ou participam de organizações com discursos radicais e a troca de informação sobre esses grupos entre os países. Outra medida sugerida foi a contenção da publicação de vídeos de organizações terroristas. Todas essas medidas são importantes, mas são só o primeiro passo de uma longa batalha.
A luta contra esse tipo de radicalismo deve partir principalmente da sociedade civil em união com os governos e com os serviços de inteligência. Para que isso aconteça, as informações entre esses setores devem ser compartilhadas, uma vez que a população é a que mais sofre com esse problema e, portanto, tem direito de participar de sua solução. Porém, para erradicarmos de vez o terrorismo temos que atacar a raiz dele: a desigualdade social, a pobreza e a exclusão de pessoas devido a à etnia ou religião. Só assim teremos uma chance de transformar essa “Guerra ao Terror” em paz.