Ideologia e demandas sociais, do nazismo ao Rousseau*

Tema: Como combater radicalismos como o do Estado Islâmico?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 24/10/2014
Nota tradicional: 9
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

             

          O mundo acompanha perplexo a ação de entidades radicalistas, como o “Estado Islâmico”, e atenta-se a à reação enérgica das grandes potências, com a incerteza do desfecho da complexa situação em curso. Mas o que fica cada vez mais lúcido, pela conjuntura dos fatos, é que o combate ao radicalismo político-religioso, da forma como tem ocorrido em países do oriente médio, sem lidar com a vertente ideológica e com as mazelas sociais que acometem a maioria da população, não resultará em uma solução efetiva para a situação em questão.                                           A exemplo da expansão da ideologia nazi-fascista na Alemanha, que antecedeu a segunda grande guerra mundial, a população acometida por grande pobreza, em sua maioria sem escolaridade e orientação, fortemente incitada pela indústria da propaganda e principalmente sem muitas opções, foi conivente e partilhou dos fundamentos nazistas, sendo que, com a grande população dos países acometidos por correntes ideológicas extremistas e fortes grupos radicais, tal situação não é diferente.                                                                                                                         Da obra “Emílio ou da Educação” do filósofo Rousseau, é possível se extrair a idéia da importância da educação e de estruturas sociais para a formação do indivíduo, de tal forma (que) este venha a contribuir positivamente para a sociedade, elucidando que, somente a repressão bélica ao radicalismo religioso, sem possibilitar condições dignas de sobrevivência aos povos envolvidos, ou seja, sem dar opções a estes indivíduos, não resultará na neutralização efetiva de insurgências de grupos radicais.                                                                                                                                     Portanto, países envolvidos na contenção de grupos radicais devem combater o autoritarismo e os abusos de poder dos governos locais, pois grande parte dos problemas dessas regiões inicia-se nesses tocantes. Ainda, organizações de âmbito mundial, como a ONU, devem intervir, de modo a restabelecer a integridade das populações mais vulneráveis. Mas fundamentalmente, governos e autoridades devem atuar energicamente nas demandas sociais, para de fato suprimir a ação de grupos radicais e assim possibilitar a todo indivíduo as condições já mencionadas por Rousseau.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos