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Os responsáveis pela colonização do Brasil a partir do século XVI instituíram, com os sistemas de Capitanias Hereditárias e Sesmarias, uma prática recorrente até os dias atuais: a concentração de renda e poder nas mãos de poucos. O caminho para a redução dessa desigualdade é desafiante, pois o mercado está cada vez mais exigente, bem como a educação básica pública é tratada com descaso. Assim, deveria haver mudanças nesse contexto de exclusão. Aliás, imposições do mundo profissional contribuem para o crescimento dos índices de desigualdade. A demanda por maiores anos de estudos e domínio de idiomas do mercado aprofunda o abismo que há entre pobres e ricos, pois aqueles, geralmente, têm que trabalhar desde cedo para complementarem a renda familiar. Assim, na maioria das vezes, abandonam a escola sem fechar a grade curricular, o que os distancia da formação Média e Superior.Logo, é de fundamental importância a criação de incentivos ao retorno ao campo acadêmico. Além disso, o escasso investimento nas estruturas da educação básica pública colabora para a permanência da disparidade social. A falta de boas condições de trabalho e pagamento aos professores faz com que o ensino não atinja a grande potencialidade e efeito esperados, como a criação de conjunturas que permitam a continuidade futura dos estudos por parte dos alunos e consequentemente a qualificação desses indivíduos. Dessa forma, é necessário necessária a atuação dos governos em prol de mudanças nessa área. Enfim, o ciclo instalado no Brasil nos primórdios da colonização pode ser rompido desde que haja transformações nas bases da sociedade. A partir disso, o governo deve cumprir pontualmente a decisão acerca da divisão dos royalties do petróleo(,) a qual prevê que a maior porcentagem seja direcionada à educação. Essa medida precisa ser tomada a fim de que esse mal seja excluído do país.