A corrupção, um obstáculo para a evolução social
Tema: Corrupção
Segundo Montesquieu, pensador iluminista, o governo ideal contaria com a divisão dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário, que se controlariam mutuamente, combatendo os abusos de autoridade e práticas inconstitucionais. No entanto, apesar deste sistema de governo estar em vigor no Brasil, ainda são observadas inúmeras práticas corruptas, que comprometem a administração e o desenvolvimento plenos da sociedade.
Tal aspecto está exposto no Índice de Percepção de Corrupção (IPC). O Brasil é avaliado com 42 pontos, sendo que 100 representa o menor índice corruptivo. Em contrapartida à corrupção, o país cresce economicamente, mostrando que enfrenta dificuldades em aliar tal crescimento com investimentos para a amenização dos problemas sociais. Muito disso devido aos constantes desvios de verbas por parte da elite.
Diante de tal situação, a população brasileira, através dos protestos de junho do ano passado, reivindicou reformas políticas que, dentre outros objetivos, visam o combate à corrupção. Mas para tanto, não bastam ações momentâneas. É necessária a fiscalização e cobrança permanente dos cidadãos em relação ao Governo, além do exercício consciente de seu direito ao voto.
Além disso, alianças internacionais, como a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, são essenciais para a obtenção de resultados efetivos. Assim, cada país colocaria em prática medidas enérgicas de prevenção e combate à corrupção, ignorando privilégios de poderosos – tanto pertencentes ao setor público ou privado - e aplicando punições exemplo aos transgressores da ordem.
Com tal perspectiva, o poder público poderia exercer seu dever de administrar a sociedade sob o olhar atento de seus governados. E assim como proposto por Montesquieu, combater-se-ia os desmandos e extravagâncias dos líderes da nação, evoluindo-se do ponto de vista moral e também social.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |