Corrupção: como mitigá-la?
Tema: Corrupção
O Brasil, embora seja a sétima maior economia do mundo, enfrenta dificuldades para conter o superfaturamento e o mau direcionamento de diversos investimentos públicos, que sempre parecem favorecer a elite em detrimento das camadas socioeconomicamente inferiores.
Escândalos relacionados ao desvio de dinheiro público, cabides de emprego, suborno, propina e superfaturamento de obras são assuntos recorrentes na mídia. Infelizmente, a impunidade, que muito motiva os criminosos a continuarem a cometer seus delitos, não é menos comum que esses escândalos. No Brasil, devido (ao) passado imperial e à crítica situação da política contemporânea, não costuma ser clara a separação entre o público e o privado, problema que leva a abusos de poder e a apropriações de patrimônio público.
O progresso econômico brasileiro, principalmente o da última década, poderia ter sido utilizado para diminuir a disparidade socioeconômica do país. Porém, por desacertos dos políticos e da população, não foi: continuamos enfrentando discrepâncias salariais enormes e vivendo em uma sociedade claramente estratificada. Como resultado, os que nada têm, quando não conseguem sustentar-se com um subemprego ou com os programas de auxílio social do Estado, recorrem ao roubo. Os prefeitos, governadores, deputados e senadores, que são observados e ouvidos por muitos e que deveriam dar exemplo, frequentemente agem por interesse próprio, deixando os interesses da população em segundo plano ou nem sequer levando-os em consideração.
Precisamos desenvolver mecanismos que coíbam a corrupção. O fim dos superfaturamentos ocorrerá quando houver transparência nas contas e licitações do Estado, fiscalização por parte da população e dos órgãos administrativos e fiscais competentes e aplicação eficiente da lei. Também poderíamos contar com a criação de um mecanismo que incentive políticos a denunciarem casos de corrupção e com a adoção dos concursos como único meio de adquirir um cargo público, o que poria fim aos cabides de emprego.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |