Dois poderes e meio

Tema: Divisão dos poderes no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/05/2014
Nota tradicional: 9
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

A divisão política entre três poderes encontra suas origens no pensamento iluminista de Monstesquieu, fazendo-se presente na maioria dos Estados modernos desde então. No Brasil, regulamentados pela Constituição de 1988, existem o poder Executivo, Legislativo e Judiciário, formando uma balança que, infelizmente, encontra-se em desequilíbrio.


Tais desajustes são causados, especialmente, pela presença da influência política como grande combustível do poder neste País. A independência autorreguladora dos três poderes é abafada por demasiados jogos de influência, os quais levam, inevitavelmente, à corrupção – à a exemplo do caso do mensalão.

 

Esta corruptibilidade, principalmente moral, torna-se um meio de sobrevivência neste sistema (desde o policial, no Executivo, ao juíz, no Judiciário), o qual, associado à ignorância majoritária da população quanto aos nossos meios políticos, causa um estrago irredutível ao povo brasileiro, o qual não pode confiar na garantia governamental de saúde, alimentação, segurança e lazer, fatores essenciais para o funcionamento pleno da sociedade.

 

Essa questão pode ser parcialmente solucionada através de medidas à a curto-prazo, como a implantação do voto distrital, que teoricamente aumentaria nossa representatividade política, ou da criação de ferramentas online que falicitariam o acesso ao histórico político-ideológico de nossos candidatos. À A longo prazo, devemos capacitar o brasileiro através da educação sobre nosso sistema político por intermédio da sociologia e filosofia.


O modelo de Montesquieu aplicado no Brasil é, portanto, desarmônico; fruto de uma democracia ainda jovem, na qual a influência política provém do dinheiro, fator determinante na hora de movimentar as engrenagens que sustentam nosso sistema.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos