Separação dos Poderes: pressuposto da Democracia

Tema: Divisão dos poderes no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 11/05/2014
Nota tradicional: 7.5
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Assunto de fundamental importância, o tema separação dos poderes tem sido debatido por inúmeros filósofos e juristas ao longo da história, dentre os quais citamos Montesquieu e Aristóteles, culminando, por consequente, no modelo tripartite conhecido atualmente e consagrado na Carta política vigente.

A teoria da separação dos poderes foi esboçada inicialmente por Aristóteles em sua obra intitulada “A Política”, em que o filósofo admitia a existência de três órgãos separados – Poder Deliberativo, Poder Executivo e o Poder Judiciário -  a quem cabiam aos quais cabia o poder de decidirem pelo Estado. Posteriormente, inúmeros pensadores discorreram sobre o tema tendo como premissa a teoria tripartite.

Todavia, é inegável a contribuição de Montesquieu a à consagração da tripartição - é consenso na doutrina inclusive  que ele foi o filósofo responsável pela teoria e separação vigente nos dias de hoje –  que fundamentou a divisão dos poderes e deu contorno a cada um deles. A teoria tem por  objetivo dividir as funções do Estado e distribuir as suas competências aos seus diversos órgãos, com isso moderar o poder estatal e evitar uma atuação arbitrária (sistema de freios e contrapesos). 

Daí a necessidade de cada poder ser exercido por órgãos diversos e de forma autônoma, nesse sentido dispõe a constituição federal de 1988 que: são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, Executivo e Judiciário. Haja vista que esta divisão é tida como um dos pilares do exercício do poder democrático; logo, eles possuem atribuições próprias e determinadas em lei a serem exercidas exclusivamente. Em linhas gerais (,) compete ao Poder Legislativo a função de fiscalizar e legislar, ao Poder Executivo o dever de administrar o Estado e ao Poder Judiciário cabe a função jurisdicional.

Deste modo, é inegável a importância da separação dos Poderes para o Estado democrático de Direito. A teoria da tripartição é um principio fundamental e é protegido em nível de cláusula pétrea, ou seja, é imutável, não podendo ser abolida ou mitigada, em razão de ser um alicerce da própria Democracia. 

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos