A pretenção punitiva "cidadã"

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 16/03/2014
Nota tradicional: 8.5
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Nos últimos dias, os telejornais tem têm exibido reportagens onde criminosos, após tentativas frustradas de roubo, aparecem sendo espancados por populares. Os ladrões são amarrados e apanham até a chegada da polícia, que, de certa forma, acaba lhes salvando as vidas.

Fazer justiça com as próprias mãos não é uma atitude condizente com um Estado Democrático de Direito. Indivíduos que cometem infrações penais devem ser presos, processados e julgados sem que, em nenhuma dessas fases, tenham sua condição humana degradada, seja pelos agentes públicos, seja pelas próprias vítimas.

É certo que agir como "justiçeiro justiceiro" não é a melhor forma de combater a criminalidade. No entanto, o total desprezo que os bandidos tem têm demonstrado pela vida humana faz surgir nos cidadãos a vontade de revidar. Assim, quando a populção, movida por essa violenta emoção, se vê diante da oportunidade de punir ela mesma um criminoso, o resultado são cenas de barbárie. Mas o fato de uma pessoa ter sido vítima de um crime não dá a ela, ou a qualquer outra, o direito de cometer outro crime contra o seu agressor.

Como prova disso, em janeiro deste ano, na cidade de Propriá, interior de Sergipe, o lavrador José Agripino Silva espancou um homem que tentou roubar sua bicicleta. O caso terminou com as prisões do ladrão por tentativa de roubo e de José Agripino por lesão corporal grave. Portanto, ações de "justiceiro" em nada contribuem para o bem comum. A forma correta de punir os criminosos é endurecer a Lei de Execuções Penais, para que assim eles cumpram suas penas integralmente. Pois se o povo passar a aplicar a Lei de Talião, em breve o Brasil será um país de "cegos e desdentados".

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos