As raízes da injustiça
Tema: Justiça com as próprias mãos?
Justiça é um dos conceitos mais abstratos e necessitados de constante debate. Este possui, em seu significado geral, a ideia de um estado ideal de interação social em que os interesses, as riquezas e as oportunidades sejam razoavelmente igualitárias entre pessoas de um certo grupo social. Sendo assim, a ideia (de) uma pessoa cometer um crime contra outra pessoa que não teve as mesmas oportunidades e nem possui as mesmas riquezas que ela se mostra oposta a tudo que justiça propõe.
Considerando a definição, o Brasil se mostra altamente desqualificado em todos os pontos necessários para que a justiça aconteça. Principalmente na área de oportunidades igualitárias. A população brasileira - principalmente a fração posicionada na classe média e acima - ao falar de violência e roubos(,) esquece-se que seu país é extremamente desigual e que grande parte das pessoas não vive, mas sobrevive.
Os problemas urbanos atuais têm suas raízes cravadas na falta de educação e oportunidade que grande parte do povo possui. Não é possível colocar toda a culpa nas crianças que abordam cidadãos na rua com facas e armas, e que, muitas vezes, estão tentando construir uma vida melhor para si mesmos e para suas famílias. E isso porque o governo e a sociedade não dão chances reais para que essas crianças construam seus futuros à base de estudo e formação intelectual.
Portanto, está claro que combater crime com crime nunca foi nem nunca será a solução, porque acorrentar jovens de dezesseis anos a postes e esperar que assim não tenham mais a necessidade de roubar é ignorância. O aumento do policiamento nas ruas e a melhoria da educação pública são as medidas realmente necessárias e eficientes para que esse problema seja exterminado. Se "justiceiros" querem acorrentar e matar criminosos, deveriam sempre lembrar que também se encaixam, muitas vezes de maneira ainda mais grave, nessa definição.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |