Os justiceiros e a violência
Tema: Justiça com as próprias mãos?
O índice de violência no Brasil cresce a cada ano e o governo do país pouco tem feito para mudar esse cenário. Diante disso, algumas pessoas resolveram fazer justiça com as próprias mãos e auto intitularam-se como justiceiros. Estes(,) apesar de quererem solucionar os problemas relacionados à segurança pública(,) estão piorando a situação(,) haja vista a forma violenta como eles atuam.
De acordo com a pesquisa Mapa da violência de 2013, ocorreram 27,1 óbitos por 100 mil habitantes só em 2011. Além disso, segundo dados divulgados no portal de notícias G1, neste ano o governo cortou parte da verba destinada para o Ministério da Justiça e da Defesa. Enquanto isso acontece, a sociedade brasileira sofre com a insegurança e os justiceiros entram em ação.
Por outro lado, como diz a música dos Titãs: ‘‘não sei se existe mais justiça, nem quando é pelas próprias mãos.”. É verdade, visto que os justiceiros em vez de conter a violência, incitam-na. Prova disso é o caso que foi fotografado pela educadora Yvonne Bezerra de Mello(,) no qual um garoto foi acorrentado em um poste depois de ter levado uma surra, que o fez perder parte de uma orelha.
Cabe ressaltar que agir em legítima defesa é previsto em lei, mas isso não dá o direito a ninguém de cometer atrocidades com o outro. Então mesmo que o estado Estado seja omisso e a justiça falha(,) conforme disse a jornalista Rachel Sheherazade, os justiceiros não podem linchar bandidos, porque agindo dessa forma comportam-se como tal.
Em suma, fica perceptível que a violência no Brasil precisa ser contida, todavia a ação dos justiceiros não é a melhor opção para resolver o problema(,) considerando que eles contribuem com o aumento do mesmo. Logo, o que seria preciso é um maior investimento por parte do governo no serviço de segurança pública para melhorar o policiamento nas ruas, por exemplo. Diante dessa medida certamente algumas pessoas não iriam querer atuar como justiceiros.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |