Os justiceiros e a violência

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 16/03/2014
Nota tradicional: 8.5
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  O índice de violência no Brasil cresce a cada ano e o governo do país pouco tem feito para mudar esse cenário. Diante disso, algumas pessoas resolveram fazer justiça com as próprias mãos e auto intitularam-se como justiceiros. Estes(,) apesar de quererem solucionar os problemas relacionados à segurança pública(,) estão piorando a situação(,) haja vista a forma violenta como eles atuam.

  De acordo com a pesquisa Mapa da violência de 2013, ocorreram 27,1 óbitos por 100 mil habitantes só em 2011. Além disso, segundo dados divulgados no portal de notícias G1, neste ano o governo cortou parte da verba destinada para o Ministério da Justiça e da Defesa. Enquanto isso acontece, a sociedade brasileira sofre com a insegurança e os justiceiros entram em ação.

  Por outro lado, como diz a música dos Titãs: ‘‘não sei se existe mais justiça, nem quando é pelas próprias mãos.”. É verdade, visto que os justiceiros em vez de conter a violência, incitam-na. Prova disso é o caso que foi fotografado pela educadora Yvonne Bezerra de Mello(,) no qual um garoto foi acorrentado em um poste depois de ter levado uma surra, que o fez perder parte de uma orelha.

  Cabe ressaltar que agir em legítima defesa é previsto em lei, mas isso não dá o direito a ninguém de cometer atrocidades com o outro. Então mesmo que o estado Estado seja omisso e a justiça falha(,) conforme disse a jornalista Rachel Sheherazade, os justiceiros não podem linchar bandidos, porque agindo dessa forma comportam-se como tal.

  Em suma, fica perceptível que a violência no Brasil precisa ser contida, todavia a ação dos justiceiros não é a melhor opção para resolver o problema(,) considerando que eles contribuem com o aumento do mesmo. Logo, o que seria preciso é um maior investimento por parte do governo no serviço de segurança pública para melhorar o policiamento nas ruas, por exemplo. Diante dessa medida certamente algumas pessoas não iriam querer atuar como justiceiros.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos