A Justiça pelas próprias mãos
Tema: Justiça com as próprias mãos?
A Constituição Federal, no artigo 5º(,) garante os direitos e deveres do cidadão, mas o governo é omisso, e sempre que o Estado de Direito, que deveria defender e proteger o cidadão(,) é omisso, aparecem aqueles que fazem justiça com as próprias mãos, os chamados justiceiros.
O tema é antigo, tanto que sempre esteve presente no imaginário popular, em filmes, gibis e livros. Quem nunca, após ter sido assaltado, chegou em sua casa com raiva, torcendo para que aquele meliante sofresse algum mal? No entanto, quando a justiça é feita de forma clandestina, acaba transmitindo para a população de bem um misto de contentamento e indignação. Este misto de sentimentos acontece porque mesmo aceitando esses atos, o cidadão sabe que a sociedade entregue aos justiceiros acabaria se tornando insegura e injusta, como o exemplo das milícias em diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro, onde os milicianos obrigam os moradores a contribuírem com seus atos e respeitarem suas “leis”, transformando-se em tiranos e ditadores bairristas.
Mesmo sendo muitas vezes omisso, o governo condena veementemente tais atos. Os órgãos de direitos humanos debatem contra a barbárie instalada nesses casos. O mundo assiste (com indignação), através da mídia, com indignação esses atos no Brasil. Contudo, mesmo sendo o Brasil um Estado Democrático de Direito, ou seja, regido por leis e normas, onde a justiça deveria proteger o cidadão correto e punir os incorretos, ele falha, seja por possuir leis retrogradas e muito brandas, seja por não conseguir os efeitos necessários em suas condenações, o que acaba não ajudando a coibir a violência.
Por isso, os ditos justiceiros conseguem em alguns casos a aceitação popular, se personificando em juízes e carrascos, onde julgam e cumprem aplicam a pena ao mesmo tempo, pois aqueles que deveriam dar o exemplo, os políticos, policiais e juízes, muitas vezes também infringem a lei se misturando aos transgressores, causando (a) insatisfação da sociedade.
Para que o Brasil se torne um verdadeiro país de direito e elimine a aceitação dos justiceiros pela sociedade, se faz necessária mudança nas leis atuais as tornando mais rígidas, melhoria na educação para que as crianças e jovens tenham um futuro promissor e não se tornem bandidos, além, é claro, de se tornar um país mais justo(,) sem tanta desigualdade social.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |