Com as próprias mãos
Tema: Justiça com as próprias mãos?
Nossa história foi construída por mãos que detinham o poder, que trabalhavam na roça, que foram escravizadoras e escravizadas. Mãos de comerciantes, médicos, intelectuais. Mãos que escreveram leis, tratados, convocações e constituições. As mesmas mãos que assinavam a paz apertavam o gatilho. Quem um dia pode prever que os sistemas que criamos, viriam a falhar? Personagens históricos, como os cangaceiros, com um tom quase folclórico povoam a mente do povo injustiçado. Chegamos a um estado de pânico e perdemos a esperança. Nos noticiários, as mortes, os roubos e os sequestros não nos chocam mais. Estamos com as mãos amarradas.
Como agir diante dessa falta de justiça? Personagens históricos, como os cangaceiros, com um tom quase folclórico* deram sua resposta e até hoje povoam a mente do povo injustiçado. Lampião soube responder com terror a à pobreza do sertão. Na prática, quem pode, põe câmeras, contrata seguranças. Quem não pode, assiste silenciosamente os seus filhos sendo vitimados pelo arsenal artificial das drogas, da violência e da injustiça. Deste meio, o mais vulnerável, surgem os indignados, aqueles que utilizam suas mãos para fazer o que julgam ser justiça. Para eles, a Anistia Internacional impõe limites no “estado de direito”**. Ambos, ao ligarem a tv, assistem ao mesmo jornal que fala de uma sociedade de heróis e poetas mortos. Quem vive a barbárie diária, seja empresário ou catador de papelão, tem suas mãos atadas e os olhos vendados.
Este contra senso é o espelho do que temos compartilhado: valores individualistas, que selecionam, segundo critérios pessoais, a vida que deve ser preservada e a que deve ser descartada. O controle do que é certo ou errado perde-se na cultura da indiferença. A lei não importa mais. A polícia é dispensada. E nossas mãos? Só unidas, uma a uma, poderão fazer a diferença na história que será contada no futuro.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 0.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 0.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 4.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |